A quinta reunião de conciliação entre o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Município do Rio de Janeiro (Sintraturb-Rio) e o sindicato patronal (Rio Ônibus) não chegou a um acordo. O encontro ocorreu no dia 22 de novembro, no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ), e os rodoviários seguem em estado de greve.
Pontos de Divergência nas Negociações
Durante a reunião, os representantes dos empresários apresentaram uma proposta de aumento salarial de 5%, enquanto os rodoviários reivindicaram um reajuste de 12%. Além disso, foi oferecido um incremento de 6% na cesta básica, que resultaria em aproximadamente R$ 700 mensais, mas essa oferta foi rejeitada pelo sindicato dos rodoviários, que argumentou que, após descontos, o valor efetivo seria cerca de R$ 600, insuficiente para melhorar as condições de vida dos trabalhadores.
Próximos Passos no Processo
Diante da ausência de um consenso, o desembargador Gustavo Tadeu Alkmim, que presidiu a sessão, determinou que as partes apresentem suas defesas em um prazo de dez dias, incluindo a manifestação do Município do Rio de Janeiro. Após isso, será concedido um período adicional de cinco dias para a réplica. O caso seguirá para análise do Ministério Público do Trabalho (MPT) e será designado a um desembargador relator para julgamento na Seção Especializada em Dissídios Coletivos (Sedic).
Possibilidade de Retomada das Negociações
Apesar do encerramento da fase de conciliação, o desembargador Alkmim destacou que as negociações podem ser reabertas a qualquer momento, caso haja interesse de ambas as partes. Ele enfatizou que o tribunal está disponível para facilitar um novo encontro e avançar nas discussões.
A procuradora do MPT, Deborah da Silva Félix, também esteve presente na audiência, expressando esperança de que empregadores e empregados possam encontrar um caminho para o diálogo produtivo.
Contexto da Greve
Os rodoviários do Rio de Janeiro iniciaram uma greve em 29 de junho, que foi suspensa em 2 de novembro a pedido do TRT-RJ, mas a categoria continua em estado de greve, aguardando avanços nas negociações.
