© Fernando Frazão/Agência Brasil
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Recentemente, o Programa Conjunto das Nações Unidas para HIV/Aids (Unaids) divulgou que, em 2025, os casos de novas infecções por HIV e as mortes relacionadas à AIDS atingiram os menores níveis globais até agora. Essa notícia, embora positiva, é acompanhada de uma advertência sobre a diminuição do financiamento para as ações de prevenção e tratamento, que pode comprometer esses avanços.

Dados Recentes sobre HIV e AIDS

Em todo o mundo, foram registradas 1,2 milhão de novas infecções por HIV, o que representa uma redução de 40% em comparação a 2010. O número de mortes relacionadas à AIDS em 2024 foi de 570 mil. No entanto, há um aumento alarmante de novos casos em 21 países, incluindo o Brasil, onde o acesso a medicamentos de prevenção aumentou em 41% para lidar com essa situação.

Desafios e Oportunidades

A diretora-executiva da Unaids, Winnie Byanyima, afirmou que o fim da epidemia de AIDS é uma meta viável, especialmente com inovações como a profilaxia pré-exposição (PrEP) injetável, que pode prevenir a infecção por até seis meses. Contudo, ela ressaltou que a inovação tecnológica deve ser acompanhada de acesso amplo e justo, caso contrário, será uma injustiça.

A Necessidade de Investimentos Sustentáveis

Para que a meta de erradicar a AIDS como uma ameaça à saúde pública até 2030 seja alcançada, a Unaids estima que 20 milhões de pessoas devem ter acesso à PrEP injetável. Isso requer um compromisso claro para garantir preços acessíveis, competição no mercado, fabricação local e rápida implementação nos programas nacionais de saúde.

Impacto da Redução de Recursos

Os recursos destinados ao Overseas Development Assistance (ODA), programa que apoia países de baixa renda, caíram 23% em 2025, afetando diretamente os esforços de combate ao HIV. Em alguns países africanos, mais de 90% das iniciativas relacionadas à epidemia dependem desse financiamento.

Estigmatização e Direitos Humanos

A Unaids também destacou um aumento preocupante na discriminação contra populações vulneráveis, como LGBTI+, trabalhadores sexuais e usuários de drogas. A criminalização de relações entre pessoas do mesmo sexo aumentou, e a violência e o estigma continuam a ser barreiras significativas para o acesso aos serviços de saúde.

A Interconexão entre Direitos Humanos e Saúde

Winnie Byanyima enfatizou que a negação de direitos humanos está diretamente relacionada à propagação do HIV. Para enfrentar essa epidemia, é fundamental que os direitos humanos sejam respeitados e integrados nas estratégias de saúde pública.

Portanto, é essencial que haja uma recomposição dos investimentos em prevenção e tratamento do HIV, além de um compromisso com a equidade no acesso aos serviços de saúde, para que possamos avançar efetivamente na luta contra a AIDS.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br