© Paulo Pinto/Agencia Brasil
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A greve dos trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em São Paulo, que afetou parcialmente as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, trouxe grandes mudanças na rotina dos usuários do transporte público. Muitos se viram obrigados a ajustar seus horários e modos de deslocamento para cumprir compromissos diários.

Mudanças na Rotina dos Usuários

Entre os afetados está Giovanna Miranda, que trabalha como gerente de um condomínio na Berrini, na zona oeste da cidade. Normalmente, ela leva cerca de 25 minutos para chegar ao trabalho de carro, mas na terça-feira, dia em que a greve começou, esse tempo aumentou para 45 minutos. A complicação também se estendeu à sua volta para casa, resultando na perda de um curso online.

Repercussões no Trabalho

Giovanna relatou: “Perdi uma reunião pela manhã e precisei adiar compromissos, o que fez com que os funcionários acumulassem trabalho e saíssem mais tarde.” A situação não é única; Alessandra Zuncare, uma cuidadora que costumava sair para trabalhar em horários normais, teve que sair uma hora mais cedo para evitar problemas e ainda enfrentou lotação na linha 3-Vermelha.

Adaptações de Empresas e Home Office

Diante do cenário caótico, algumas empresas optaram por liberar seus funcionários do trabalho presencial. Por exemplo, na seguradora onde Janaína dos Reis trabalha, foi implementada a flexibilização do trabalho remoto durante greves no transporte público. Ela compartilhou experiências anteriores, destacando que já enfrentou longas filas nos metrôs e situações estressantes durante deslocamentos.

Aumento do Congestionamento

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) reportou que a paralisação das linhas de trem resultou em mais de 750 quilômetros de congestionamento em São Paulo, especialmente na zona sul, que registrou 243 km de tráfego intenso. No dia anterior, o total de congestionamento havia ultrapassado 2 mil quilômetros.

Perspectivas Futuras da Greve

A continuidade da greve está sendo discutida em uma audiência de conciliação entre o sindicato, o governo do estado e a CPTM. Os trabalhadores buscam garantias formais de manutenção dos empregos nas linhas afetadas, que foram transferidas para a empresa Trivia Trens em julho deste ano. A situação continua a evoluir, refletindo as tensões no setor de transporte público.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br