© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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No Distrito Federal, jovens das periferias estão se mobilizando para garantir que suas vozes sejam ouvidas no cenário político. Esse movimento é liderado por figuras como Sara Lisboa, uma geógrafa em formação de 21 anos, que acredita que a participação ativa da juventude periférica na política pode melhorar significativamente a qualidade dos serviços públicos.

A Necessidade de Representatividade

Sara Lisboa destaca que políticas públicas elaboradas por pessoas distantes da realidade cotidiana das comunidades não atendem às reais necessidades da população. Ela afirma: “Quando a política pública é realizada por gabinetes distantes, o resultado não é satisfatório. É fundamental que as propostas venham de quem vive essa realidade diariamente.”

Iniciativas de Mobilização

Recentemente, jovens como Sarah participaram do lançamento da Carta-Manifesto da Rede de Juventudes e Adolescências, que apresenta propostas para as eleições de 2026. Essa iniciativa faz parte da campanha ‘Perifa nas Urnas’, que busca fortalecer a formação política entre os jovens e incentivar o voto consciente. O movimento é organizado pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) e coincide com o Dia Internacional da Juventude.

Conscientização e Voto como Instrumento de Mudança

Victor Queiroz, fotógrafo e graduado em Gestão Pública, também contribuiu para a elaboração da carta. Ele enfatiza a importância de conscientizar a juventude periférica sobre o papel do voto como uma ferramenta de mudança estrutural. Segundo ele, “Quando a população entende o impacto do seu voto, ele se transforma em um instrumento valioso para a implementação de políticas públicas.”

A Comunicação como Estrategia

Dyarley Viana de Oliveira, assessora política do Inesc, ressalta que a campanha utiliza uma comunicação direcionada aos jovens, buscando mostrar que a política também pertence a eles. “Estamos dizendo que esse espaço é para os jovens também”, afirma Dyarley.

Propostas Coletivas para o Futuro

A carta-manifesto, resultado de dois anos de oficinas coletivas que envolveram mais de 150 jovens de diversas regiões do DF e Goiás, aborda temas cruciais como saúde, trabalho, segurança, educação e mobilidade urbana. As propostas são direcionadas aos candidatos ao governo do DF e à Câmara Legislativa, organizadas em oito eixos principais, que incluem a construção de hospitais e investimento em segurança pública.

Esse movimento representa um passo significativo na luta por uma maior representatividade e na busca por políticas públicas que realmente atendam às necessidades das juventudes periféricas. Através do voto e da participação ativa, esses jovens estão moldando o futuro político de suas comunidades.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br