© Tânia Rêgo/Agência Brasil
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou recentemente um decreto que transforma o mercado de energia elétrica no Brasil, permitindo que pequenos e médios consumidores tenham a liberdade de escolher seus fornecedores. Essa iniciativa marca uma evolução significativa, similar ao que já acontece no setor de telecomunicações.

Regulamentação do Mercado Livre de Energia

A nova legislação aplica-se a consumidores que recebem energia em baixa tensão (até 2,3 kV). Para os clientes industriais e comerciais, a possibilidade de escolha começará em novembro de 2027, enquanto os consumidores residenciais poderão optar por seus fornecedores a partir de novembro de 2028.

Mecanismos de Garantia e Transição

O decreto também introduz o conceito de Supridor de Última Instância (SUI), que assegurará a continuidade do fornecimento de energia se o fornecedor selecionado pelo consumidor não puder prestar o serviço. Inicialmente, essa função ficará a cargo das distribuidoras até 2030, quando outros agentes poderão assumir essa responsabilidade.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) será a responsável por regulamentar essa transição do mercado regulado para o livre, além de estabelecer diretrizes sobre informações e proteção ao consumidor.

Iniciativas em Energia Sustentável

Além do decreto sobre o mercado de energia, outros três decretos foram assinados para regulamentar políticas relacionadas a combustíveis sustentáveis. Um deles, o Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV), estabelece metas para a redução de emissões do setor aéreo, com um objetivo de 10% entre 2027 e 2037.

Desenvolvimento do Hidrogênio e Captura de Carbono

Outros programas, como o Programa Nacional do Hidrogênio (PNH2) e o Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (PHBC), foram criados para regular a produção e certificação de hidrogênio. Isso permitirá ao Brasil participar efetivamente do mercado de combustíveis sustentáveis.

Por fim, a regulamentação da captura e armazenamento de carbono estabelece um marco importante para a descarbonização da indústria, com diretrizes para a construção de um plano nacional de infraestrutura que orientará a implementação de áreas dedicadas ao transporte e armazenamento geológico de carbono.

Essas mudanças representam um passo significativo em direção à modernização do setor energético brasileiro, promovendo a sustentabilidade e a autonomia dos consumidores.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br