© Fernando Frazão/Agência Brasil
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Recentemente, a Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou dados que indicam um crescimento moderado de 0,3% do PIB brasileiro no segundo trimestre de 2026, apesar de uma queda de 1,1% observada entre maio e junho. Esses números refletem um panorama misto da economia nacional, onde o consumo das famílias teve um desempenho positivo.

Desempenho da Economia

O Monitor do PIB, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, analisa o comportamento do Produto Interno Bruto com base em dados de vários setores, incluindo indústria, comércio, serviços e agropecuária. Embora o crescimento trimestral tenha desacelerado em comparação ao primeiro trimestre de 2026, onde o aumento foi de 1%, o resultado acumulado nos últimos 12 meses ainda apresenta uma alta de 1,8%.

Fatores de Crescimento e Desaceleração

A economista Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, destaca que a desaceleração foi sentida nas três principais atividades econômicas: agropecuária, indústria e serviços. Em contrapartida, o consumo das famílias cresceu 2,6% em relação ao trimestre anterior, sustentado pelo aumento no consumo de serviços e produtos duráveis. Essa resiliência no consumo é um sinal positivo, mesmo em um ambiente econômico desafiador.

Contexto Econômico Atual

O cenário macroeconômico enfrenta desafios significativos, como o aumento dos preços do petróleo devido a tensões geopolíticas, altas taxas de juros e o elevado nível de endividamento da população. Recentemente, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic para 14% ao ano, como uma medida para controlar a inflação, encarecendo o crédito e desestimulando o consumo e investimentos.

Expectativas Futuras

Os dados do Monitor do PIB são complementados por outros indicadores, como o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que mostrou uma queda de 0,6% em junho. As previsões do relatório Focus do Banco Central indicam que a economia brasileira deve terminar 2026 com uma alta de 1,98%, enquanto o Ministério da Fazenda projeta um crescimento de 2,3%. O resultado oficial do PIB do segundo trimestre será revelado pelo IBGE em 1º de setembro.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br