© Fernando Frazão/Agência Brasil
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Um total de 7,5 mil agentes de segurança pública, abrangendo todas as 27 capitais brasileiras e 81 cidades do interior, participarão de um dia de capacitação na próxima quarta-feira (2). O evento será realizado por meio de transmissão simultânea e tem como objetivo aprimorar o atendimento a mulheres vítimas de violência.

Importância da Capacitação

Michele Gonçalves dos Ramos, diretora de Ensino e Pesquisa da Secretaria Nacional de Segurança Pública, enfatiza que, nos últimos três anos, mais de dois mil profissionais já passaram por esse treinamento. Segundo ela, “Esse Dia C de Capacitação é uma grande mobilização educacional com foco na proteção e na perspectiva de gênero na segurança pública.”

Perspectivas do Ministério da Justiça

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, ressaltou a relevância da capacitação, afirmando que é essencial ter profissionais bem preparados para atender a população. Ele destacou que os participantes incluem policiais civis, militares, penais, além de membros dos Corpos de Bombeiros e guardas municipais.

Protocolos de Atendimento e Iniciativas Legislativas

Além da capacitação, foram assinadas duas portarias importantes para regulamentar o combate à violência contra a mulher. A primeira estabelece um procedimento para a análise dos planos estaduais e do plano distrital, assegurando uma gestão mais eficaz dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública.

Protocolo Nacional de Atendimento

A segunda portaria cria um Grupo de Trabalho interministerial para desenvolver um protocolo nacional que servirá como referência no atendimento às mulheres vítimas de violência sexual. O objetivo é uniformizar os procedimentos nas delegacias de todo o país, garantindo um atendimento mais qualificado e humanizado.

Resultados e Estudos Recentes

Os ministérios também divulgaram um dossiê intitulado ‘Mulheres e Meninas Seguras’, que compila 14 artigos sobre o enfrentamento da violência de gênero. A ministra Márcia Lopes destacou que, segundo dados recentes, houve uma redução no número de feminicídios, com 848 casos registrados de janeiro a julho deste ano, representando uma queda de 3,2% em relação ao mesmo período de 2022.

Essas iniciativas demonstram um compromisso contínuo em melhorar o atendimento e a proteção das mulheres, refletindo a necessidade de ações concretas para enfrentar a violência de gênero no Brasil.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br