© Joédson Alves/Agência Brasil

O programa Bolsa Família, uma das principais iniciativas de assistência social do Brasil, anunciou um reajuste de 15% em seus benefícios. Essa atualização, que entra em vigor a partir de 1º de outubro, reflete a inflação acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026, conforme medido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Novos Valores dos Benefícios

Com o reajuste, o valor mínimo do benefício passa a ser de R$ 691, enquanto o valor médio chega a R$ 777. Além disso, outros benefícios também foram ajustados: o Benefício de Renda de Cidadania será de R$ 164, o Benefício Primeira Infância de R$ 173 e o Benefício Variável Familiar de R$ 58.

Objetivos do Reajuste

De acordo com o governo, o objetivo dessa atualização é preservar o poder de compra das famílias beneficiárias, garantindo que elas não enfrentem dificuldades financeiras devido à inflação. O secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Bruno Moretti, destacou que a correção se baseou na inflação acumulada de 15,04% durante o período mencionado.

Impacto na Segurança Alimentar

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, ressaltou que o ajuste nos valores é uma medida essencial para evitar que as famílias mais vulneráveis enfrentem insegurança alimentar. Ele também apresentou previsões para 2027, indicando que o programa deve representar entre 1,2% e 1,25% do Produto Interno Bruto (PIB), queda em relação ao patamar de 1,5% observado na transição entre 2022 e 2023.

Conclusão

O reajuste do Bolsa Família representa um passo importante na proteção das famílias de baixa renda contra os efeitos da inflação. A medida não apenas ajusta os valores dos benefícios, mas também reforça o compromisso do governo em garantir a segurança alimentar e a dignidade das populações mais vulneráveis.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br