Em agosto, o setor público consolidado, que abrange a União, estados, municípios e empresas estatais, apresentou um déficit primário de R$ 10 bilhões. Este resultado, embora negativo, representa uma melhora em comparação ao mesmo mês do ano anterior, quando o déficit foi de R$ 17,3 bilhões.
Dados Financeiros do Setor Público
Os números foram divulgados pelo Banco Central (BC) e refletem o desempenho das contas públicas sem incluir os pagamentos de juros da dívida. No âmbito do Governo Central, que inclui o Tesouro Nacional, a Previdência Social e o Banco Central, o déficit foi de R$ 14,7 bilhões. Por outro lado, os governos regionais alcançaram um superávit de R$ 2,7 bilhões, enquanto as empresas estatais registraram um resultado positivo de R$ 2 bilhões.
Acumulado de Déficit e Juros
Considerando o acumulado dos últimos 12 meses até agosto, o setor público consolidado acumula um déficit primário de R$ 82,1 bilhões, o que representa 0,62% do Produto Interno Bruto (PIB). Esse valor é ligeiramente inferior ao déficit do primeiro semestre do ano, que havia sido de 0,68% do PIB.
Gastos com Juros e Resultado Nominal
Os gastos com juros nominais em agosto totalizaram R$ 105,9 bilhões, um aumento significativo em relação aos R$ 74,3 bilhões do mesmo período no ano passado. O BC atribui esse aumento à deterioração nas operações de swap cambial, que mudaram de um ganho de R$ 19,9 bilhões em agosto de 2025 para uma perda de R$ 9,3 bilhões em 2023.
Déficit Nominal e Dívida Pública
Incluindo os pagamentos de juros, o resultado nominal do setor público foi um déficit de R$ 115,9 bilhões em agosto. No acumulado de 12 meses, o déficit nominal atingiu R$ 1,264 trilhão, ou 9,48% do PIB, refletindo um aumento de 0,12 ponto percentual em relação ao mês anterior.
Situação da Dívida Pública
A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) alcançou R$ 9,2 trilhões em agosto, representando 69,3% do PIB, um aumento de 0,1 ponto percentual em relação ao mês anterior, influenciado pelos juros e pelo déficit primário. A Dívida Bruta do Governo Geral, que inclui INSS e governos estaduais e municipais, atingiu R$ 11,1 trilhões, equivalente a 82,9% do PIB, marcando um aumento de 0,3 ponto percentual em comparação a julho.
Esse crescimento na dívida bruta é atribuído principalmente à incorporação dos juros nominais e às variações cambiais. No acumulado do ano, a Dívida Bruta do Governo Geral teve um incremento de 4,2 pontos percentuais do PIB.



