A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) prorrogou a discussão sobre a concessão da Enel em São Paulo, adiando a votação que poderia levar à suspensão do contrato de distribuição na região metropolitana. O debate, realizado em uma reunião pública, foi interrompido após um pedido de vista de um diretor, com a previsão de ser retomado em 60 dias.
Contexto da Discussão
A análise do contrato da Enel foi liderada pela diretora Agnes da Costa, que se manifestou a favor da caducidade devido a falhas persistentes na distribuição de energia. Durante sua apresentação, Agnes sustentou que as evidências coletadas demonstraram a insuficiência das ações da concessionária para resolver problemas conhecidos.
Reação da Enel
Na sessão, Tiago de Barros Correia, representante da Enel, defendeu que a empresa cumpriu com os índices exigidos de atendimento e respondeu adequadamente às emergências do último ano. Ele também apresentou apoio de prefeitos e organizações civis, mas esses argumentos não foram suficientes para alterar a posição da relatora.
Desdobramentos e Expectativas
O processo de caducidade da Enel teve início após várias multas e ações de fiscalização que não trouxeram resultados satisfatórios. Além disso, houve um aumento nas reclamações por parte de autoridades locais, como o prefeito de São Paulo e o governador, que sugeriram a transferência da responsabilidade regulatória para o estado. A decisão final sobre a concessão da Enel será retomada em dois meses, mantendo-se um cenário de expectativa sobre o futuro da empresa na região.



