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O Quênia confirmou, na terça-feira (6), seu primeiro caso de ebola, com a morte de um homem que havia recebido tratamento médico. O paciente faleceu na noite de segunda-feira (5), e as autoridades de saúde consideram que o caso é importado, uma vez que ele esteve na República Democrática do Congo, que está enfrentando um sério surto da doença.

Histórico do Paciente

O homem, de nacionalidade queniana, residiu na República Democrática do Congo por sete anos e começou a apresentar sintomas há cerca de um mês, ainda no país, onde buscou tratamento em diversos hospitais. Ele chegou a Nairobi, capital do Quênia, no dia 3 e, ao solicitar atendimento médico, foi isolado devido à gravidade dos sintomas.

Sintomas e Diagnóstico

Entre os sintomas relatados estavam febre, calafrios, fadiga intensa, fraqueza, dores musculares, dor de garganta e sangramentos. O médico, levando em conta o histórico de viagens e a apresentação clínica, suspeitou de febre hemorrágica viral e coletou uma amostra que foi confirmada como positiva para ebola em dois laboratórios de referência.

Reações e Medidas de Segurança

O Ministério da Saúde do Quênia expressou condolências à família do falecido e informou que um sepultamento seguro e digno, seguindo os protocolos para casos de ebola, está programado para ocorrer. Além disso, foram identificadas 28 pessoas que tiveram contato próximo com o paciente, incluindo familiares e profissionais de saúde, e o governo está localizando 23 passageiros e quatro tripulantes que compartilharam o voo com ele.

Ações em Curso

Medidas de quarentena estão sendo implementadas para os indivíduos em risco, com o objetivo de proteger a população. O Quênia também notificou a Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o caso, conforme exigido pelos Regulamentos Sanitários Internacionais.

Contexto do Surto de Ebola

Desde o início do surto de ebola na República Democrática do Congo em maio, o Quênia examinou 652.584 viajantes e testou 267 amostras em cinco laboratórios habilitados, sendo que apenas a amostra do paciente em questão resultou positiva. A situação exige vigilância contínua e resposta rápida das autoridades de saúde.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br