O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob a decisão do ministro André Mendonça, barrou a veiculação de anúncios pagos da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que alegavam que Flávio Bolsonaro (PL) se opõe à proposta de fim da escala 6×1 de trabalho.
Proibição dos Anúncios
A decisão ocorreu após um pedido de suspensão da campanha de Flávio, que contestou um vídeo veiculado no Facebook. Nesse material, o PT afirmava que Flávio era contra a escala 6×1 e que o PL estaria realizando uma “campanha pesada” contra a proposta, que será votada no Senado em breve.
Contexto da Proposta
A votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa abolir a jornada de trabalho de seis dias com um de descanso está programada para o dia 14 de setembro. Flávio Bolsonaro declarou em entrevistas que defende uma alternativa que permita aos trabalhadores escolherem suas cargas horárias através de acordos com os empregadores.
Justificativa do TSE
O ministro Mendonça argumentou que os anúncios tinham um conteúdo que visava desqualificar Flávio Bolsonaro, associando-o à manutenção da escala 6×1 e à oposição à proposta, que é considerada vantajosa para os trabalhadores.
Consequências da Decisão
Além da proibição de novos anúncios, o TSE notificou a Meta, empresa controladora do Facebook, para desativar os anúncios existentes e informar os valores gastos. Pelo menos dois pagamentos foram identificados, totalizando cerca de R$ 25,8 mil.
Outras Medidas do TSE
No mesmo dia, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, suspendeu um vídeo da campanha de Lula que mencionava Flávio Bolsonaro em um contexto negativo, além de um canal no WhatsApp criado para apoiar Lula, que foi temporariamente bloqueado e, em seguida, liberado por outro ministro.
Essas decisões refletem a vigilância do TSE sobre práticas eleitorais, buscando garantir a integridade do processo e a equidade entre os candidatos.



