O jornalista brasileiro Rogério Tomaz Jr., conhecido por suas críticas ao governo do presidente argentino Javier Milei, foi deportado da Argentina ao chegar no aeroporto Aeroparque, em Buenos Aires, no dia 12 de setembro. As autoridades migratórias cancelaram sua residência permanente e impuseram uma proibição de reingresso ao país por cinco anos.
Motivos da Deportação
Tomaz acredita que a decisão é de natureza política, especialmente após confrontos nas redes sociais com membros do governo argentino. Ele relatou que o cancelamento de sua residência ocorreu em agosto, apenas uma semana após sua saída do país, coincidentemente em um período de atritos com apoiadores de Milei.
Justificativa das Autoridades
Documentos da Direção Nacional de Migrações (DNM) indicam que a deportação foi baseada em um decreto de 2025, que permite o cancelamento de residência em caso de não cumprimento das condições estabelecidas. Apesar de ter obtido a residência permanente em janeiro de 2022, as autoridades alegaram que ele não residia regularmente na Argentina desde então.
Conflitos e Escalada Autoritária
Tomaz associou sua deportação a uma escalada autoritária no país, citando a crise econômica e a crescente repressão às vozes críticas. Ele mencionou que os conflitos começaram após interações com Juan Pablo Carreira, diretor de Comunicação Digital da Presidência, e outros membros do governo.
Repercussões e Projetos Futuros
Além de sua atuação como jornalista, Tomaz está escrevendo um livro sobre as políticas de Milei, com lançamento previsto para 2027. Ele planejou a viagem à Argentina para documentar a atual situação econômica e a repressão política, buscando trazer à luz as dificuldades enfrentadas pela população.
Reação do Sindicato dos Jornalistas
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal e a Federação Nacional dos Jornalistas manifestaram preocupação com a deportação de Tomaz, destacando a importância da liberdade de expressão e do trabalho jornalístico em contextos políticos desafiadores.



