© Marcello Casal jr/Agência Brasil

Um recente estudo revela o impacto significativo da agropecuária nas regiões adjacentes às áreas protegidas da Amazônia. Em 2025, essa atividade ocupava cerca de 30,5% das terras próximas a Unidades de Conservação, Terras Indígenas e Quilombolas.

Dados do Estudo

Os dados foram apresentados em um relatório do MapBiomas, cobrindo o período de 1985 a 2025. O levantamento indicou que a agropecuária ocupava 65,2 milhões de hectares na Amazônia, dos quais 13,6 milhões estavam em áreas ao redor de locais com proteção legal.

Pressão sobre as Áreas Protegidas

A proximidade das estradas aumenta a pressão sobre as áreas protegidas, onde a vegetação nativa representa 98%. O estudo destacou que, dos 157 milhões de hectares localizados a até 5 km de 618 mil km de estradas mapeadas, 40,2% são ocupados pela agropecuária, totalizando 63 milhões de hectares.

Consequências da Ocupação

De acordo com Bruno Ferreira, pesquisador do Imazon e membro da equipe do MapBiomas, essa ocupação representa uma ameaça à conservação da Amazônia. As estradas facilitam o acesso a áreas de vegetação nativa, promovendo a expansão da agropecuária e de atividades como mineração.

Desmatamento e Mudanças ao Longo dos Anos

O estudo também atualizou os dados sobre o desmatamento, que em 2025 alcançou 693 mil hectares, o menor valor registrado na série histórica. Dentre esses, 639 mil hectares estavam em vegetação primária, enquanto 54 mil eram de vegetação secundária.

Perda de Vegetação Nativa

Entre 1985 e 2025, a Amazônia perdeu 54,7 milhões de hectares de vegetação nativa, resultando em um total de 74,6 milhões de hectares modificados. A formação florestal foi a mais impactada, com uma perda de 49,7 milhões de hectares.

O Papel da Agropecuária

No final de 2025, a agropecuária ocupava 15,5% do território amazônico, o que representa 65,3 milhões de hectares. Desses, 50,8 milhões eram destinados à pecuária e 8,6 milhões à agricultura. Além disso, a mineração ocupava 440 mil hectares, um aumento considerável em comparação com 32 mil hectares no início do período analisado.

Esses dados ressaltam a necessidade urgente de estratégias eficazes para a conservação da Amazônia, considerando o crescimento da agropecuária e o impacto das infraestruturas nas áreas protegidas.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br