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Durante uma sabatina no Jornal Nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, expressou seu apoio à redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos. Essa declaração ocorreu em um momento crucial, após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) voltada à Segurança Pública.

Proposta de Redução da Maioridade Penal

Lula manifestou que a discussão sobre a diminuição da maioridade penal deve acontecer no Congresso. Ele reafirmou sua posição de que é favorável à redução para 16 anos, mas ressaltou que essa questão não deve ser abordada na PEC atualmente em tramitação. O texto da PEC, que já passou pela Câmara dos Deputados, está pronto para votação no Senado, embora ainda não haja uma data definida.

Segurança Pública

O presidente destacou a importância da aprovação da PEC para fortalecer a participação da União na segurança dos estados, argumentando que as administrações estaduais não têm conseguido garantir a segurança da população. Ele mencionou planos para estabelecer um Ministério da Segurança Pública e estratégias para coibir ações criminosas, como a atuação de facções dentro dos presídios.

Visão Econômica

Questionado sobre a dívida pública, Lula defendeu que o crescimento econômico deve se basear no aumento da renda dos mais desfavorecidos. Ele enfatizou que a prosperidade está atrelada à distribuição de renda, afirmando que ‘muito dinheiro na mão de poucos gera pobreza’.

Medidas para a População

O candidato também anunciou um aumento de 15% no Bolsa Família, justificando que a decisão foi tomada assim que se tornou ciente da situação. Outras propostas incluem a isenção de tarifas no transporte público aos fins de semana e a anistia de dívidas para microempreendedores individuais (MEIs).

Relações Comerciais e Desafios

Em relação às repercussões econômicas do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, Lula afirmou que o Brasil tem conseguido diversificar seus mercados, apresentando um crescimento significativo nas exportações para países como China e Alemanha. Ele destacou que, apesar de uma queda nas relações comerciais com os EUA, o Brasil tem registrado um superávit comercial recorde.

Abordagem Diplomática

Lula manifestou sua preferência por negociar uma solução amigável com o governo americano, mas também deixou claro que a aplicação de medidas de reciprocidade não está fora de cogitação, reforçando que os Estados Unidos têm mais a perder em um possível confronto comercial.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br