© Secretária de Segurança de São Paulo/Divulgação

A Justiça Federal, atendendo a uma denúncia do Ministério Público Federal (MPF), tornou réus 12 pessoas ligadas à Voepass em virtude da queda de um avião da empresa, que resultou na morte de 62 pessoas em agosto de 2024, em Vinhedo, São Paulo.

Acusações e Responsabilidades

Os acusados enfrentam charges de atentado à segurança do transporte aéreo e sinistro em transporte aéreo. Dentre os réus, estão diretores e altos executivos da Voepass, incluindo o presidente José Luiz Felício Filho. O MPF destaca que as decisões tomadas por esses indivíduos contribuíram para as condições que levaram ao acidente.

Cultura Organizacional e Manutenção

O Ministério Público alega que a cultura organizacional da Voepass priorizava a redução de custos e maximização de lucros em detrimento da manutenção adequada das aeronaves. Essa abordagem negligente influenciou diretamente as circunstâncias que culminaram na tragédia.

Investigações e Descobertas

A Polícia Federal, após concluir suas investigações, indiciou 16 indivíduos, mas quatro deles firmaram acordos que evitaram a denúncia. O relatório revelou que a aeronave não apresentava condições adequadas para o voo, uma vez que equipamentos essenciais estavam inoperantes, e mesmo assim, a decolagem foi autorizada.

Falhas Críticas no Voo

Informações levantadas também indicaram que o modelo ATR 72-500 não possuía a certificação necessária para operar em condições climáticas adversas, como gelo severo, o que caracteriza uma falha grave na rotina de manutenção e operação da companhia.

Posicionamento da Voepass

Em resposta às acusações, a Voepass afirmou que continuará colaborando com as autoridades e que a segurança operacional sempre foi um princípio fundamental em suas operações. O presidente da empresa, por sua vez, expressou sua disposição para cooperar com o processo judicial e demonstrou solidariedade às famílias das vítimas.

Compromisso com a Justiça

A defesa de José Luiz Felício Filho destacou que, na época do acidente, ele não estava envolvido na gestão direta da companhia e reiterou a colaboração do executivo com as investigações desde o início.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br