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Nesta terça-feira, 27 de outubro de 2023, aproximadamente 7 milhões de israelenses comparecem às urnas, marcando a primeira eleição desde o ataque do Hamas no início do mês. Este pleito é crucial, pois pode resultar na saída do atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu do poder, após 19 anos à frente do governo.

Cenário Político Atual

Três partidos têm se destacado nas pesquisas, todos liderados por figuras consideradas de linha-dura em questões de segurança e defesa. Além de Netanyahu, os ex-militares Gadi Eisenkot e Naftali Bennett também estão entre os favoritos. Todos os candidatos rejeitam a ideia de um Estado palestino e defendem o desarmamento do Hamas, embora apresentem divergências em relação à ampliação dos assentamentos na Cisjordânia.

Divergências e Similaridades

Apesar das semelhanças nas abordagens de segurança, há diferenças significativas entre os candidatos. Eisenkot, que criticou a condução de Netanyahu à frente do governo, pode adotar uma postura mais moderada em relação aos acordos com países árabes. Por outro lado, Bennett, que já ocupou o cargo de primeiro-ministro, apresenta um viés mais conservador.

Impacto da Questão Palestina

A questão palestina é um dos principais pontos de discórdia entre os candidatos. Atualmente, o apoio a um Estado palestino diminuiu consideravelmente na sociedade israelense, o que dificulta a candidatura de quem defende essa ideia. Karina Calandrin, especialista em relações internacionais, destaca que a oposição a Netanyahu pode levar a uma política mais moderada em relação aos assentamentos, potencialmente reduzindo a violência na Cisjordânia.

Possíveis Mudanças no Governo

Caso haja uma mudança no governo, é provável que os novos líderes adotem uma postura mais aberta ao diálogo com países como Catar e Egito, ao contrário de Netanyahu, que tem rejeitado essas negociações. Embora a votação ocorra em cédulas de papel, os resultados oficiais só devem ser divulgados no dia seguinte.

Conclusão

As eleições de hoje representam uma oportunidade significativa para que Israel reavalie sua liderança e política externa, especialmente em relação à Palestina. Com a rejeição generalizada ao Estado palestino entre os principais candidatos, o futuro político do país pode ser moldado por abordagens mais rigorosas ou, potencialmente, por tentativas de diálogo e negociação.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br