A fotógrafa e historiadora Irene de Figueiredo Santos faleceu em 27 de setembro, aos 78 anos, em Porto Alegre, sua cidade natal. Irene dedicou sua vida à fotografia e à pesquisa histórica, com um foco especial na valorização da cultura afro-brasileira.
Uma Trajetória de Contribuições
Nascida em 1947, Irene formou-se em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Autodidata na fotografia, ela uniu suas paixões, desenvolvendo uma abordagem única que exaltava a cultura e as memórias coletivas. Ao longo de sua carreira, também se aventurou nas artes cênicas, música e artes visuais.
Reconhecimento e Publicações
Irene foi uma referência na fotografia do Rio Grande do Sul, tendo publicado obras significativas, como ‘Negro em Preto e Branco’, que documenta a presença da população negra em Porto Alegre. A obra, lançada em 2005, foi agraciada com o Prêmio Açorianos de Literatura em 2006, na categoria Literatura Especial.
Legado e Impacto Social
Em entrevistas, Irene destacou a importância de seu trabalho na luta contra o racismo, afirmando que suas fotografias resgataram a história de uma ‘população invisível’ que muitas vezes era excluída das narrativas oficiais. Além do seu livro mais famoso, ela também produziu ‘Colonos e Quilombolas’ e o webdocumentário ‘Outros Carnavais’.
A Comemoração de Sua Memória
Recentemente, o Museu da Universidade Federal do Rio Grande do Sul destacou o trabalho de Irene com a exposição ‘A Força da Memória’, reafirmando seu compromisso com a preservação da história afro-brasileira. Seu legado permanece vivo, inspirando novas gerações a reconhecer e valorizar a rica cultura negra do Brasil.