De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o consumo nos lares brasileiros apresentou um aumento de 2,70% no período de janeiro a setembro de 2023. Este índice demonstra uma estabilidade em relação ao crescimento de 2,71% observado até agosto.
Desempenho Mensal e Comparativo
Em setembro, houve um crescimento mensal de 0,59% se comparado ao mesmo mês de 2022. No entanto, na comparação mês a mês, o consumo caiu 1,46% em relação a agosto, após dois meses consecutivos de alta.
Determinantes do Consumo
Os dados foram ajustados de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE, e refletem a performance de diversos tipos de supermercados, desde pequenos estabelecimentos até grandes redes.
Análise do Cenário Econômico
Marcio Milan, vice-presidente da Abras, destacou que, apesar das dificuldades financeiras enfrentadas pelas famílias, o consumo se mantém em trajetória positiva ao longo do ano. A taxa de desemprego está em 5,3%, com um número recorde de 103,5 milhões de pessoas empregadas.
Impacto do Rendimento e Programas Sociais
O rendimento médio real habitual alcançou R$ 3.777, representando um aumento de 3,7% em relação ao ano anterior. Além disso, programas sociais como o Bolsa Família contribuíram com R$ 13,04 bilhões a cerca de 19,3 milhões de famílias em setembro.
Expectativas para o Futuro
Milan também mencionou a importância da isenção de impostos sobre produtos da cesta básica, que inclui uma variedade maior de alimentos. No entanto, ele expressou preocupações sobre possíveis aumentos de impostos que possam afetar o consumo.
Considerações sobre o Mercado e o Setor
O vice-presidente da Abras ressaltou a necessidade de manter políticas que estimulem o consumo e evitar o endividamento das famílias. Ele também se mostrou cauteloso em relação à nova legislação trabalhista que pode impactar o setor de supermercados, especialmente após a pandemia.