© Tony Winston/Agência Brasília

Recentemente, o Brasil tem observado um aumento significativo no número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), particularmente aqueles relacionados à infecção por covid-19. Este aumento foi identificado em um relatório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) durante os meses de setembro e outubro.

Aumento de Casos em Diversos Estados

O último Boletim InfoGripe apontou um crescimento nos casos graves de covid-19 em pelo menos cinco estados: Mato Grosso, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Apesar disso, a incidência de SRAG por covid-19 nessas regiões ainda se mantém em níveis relativamente baixos.

Situação de Alerta em Outros Estados

Três estados, Roraima, Sergipe e Santa Catarina, estão classificados com incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco. No entanto, não há indícios de crescimento na tendência de longo prazo para esses locais. Além disso, duas capitais, Aracaju e João Pessoa, também estão em alerta, apresentando um aumento na tendência de SRAG.

Dados Epidemiológicos Relevantes

Nos últimos quatro ciclos epidemiológicos, a proporção de resultados positivos para vírus respiratórios entre os casos de SRAG revelou que: 50,1% dos casos foram identificados como rinovírus, 10,1% como vírus sincicial respiratório, 8,5% como covid-19, e 4,2% e 4,7% para influenza A e B, respectivamente.

No que diz respeito aos óbitos, a covid-19 foi identificada em 24,1% dos casos, seguida por rinovírus (43%), influenza B (12,7%) e influenza A (1,3%). Em 2026, foram notificados 171.369 casos de SRAG, com 53,3% apresentando resultado positivo para algum vírus respiratório.

Incidência e Mortalidade por Faixa Etária

Os dados do InfoGripe indicam que a incidência de SRAG é mais acentuada em crianças de até 2 anos, enquanto a mortalidade atinge seu pico entre os indivíduos com 65 anos ou mais, evidenciando a fragilidade das faixas etárias extremas.

Conclusão

O aumento recente de casos graves de covid-19 em diversos estados brasileiros destaca a necessidade de vigilância contínua e estratégias de saúde pública. A análise epidemiológica é fundamental para direcionar ações eficazes e minimizar o impacto da doença na população.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br