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Com as duas maiores bancadas da Câmara Municipal de São Paulo, PT e MDB declararam apoio à reeleição do vereador Ricardo Teixeira (União Brasil) para a presidência do Legislativo paulistano. O anúncio representa um golpe nas pretensões de Rubinho Nunes, também do União Brasil, que havia sido indicado como o nome oficial do partido para o cargo.

A decisão do PT e do MDB altera significativamente o cenário eleitoral na Câmara. O PT, com seus oito vereadores, e o MDB, com sete, somam forças consideráveis, o que diminui as chances de Nunes, que enfrentava resistência mesmo dentro de seu próprio partido. A eleição para a presidência está marcada para 15 de dezembro, antes do recesso parlamentar.

Em comunicado oficial, o PT justificou sua decisão, classificando Rubinho Nunes como um representante da extrema-direita que atenta contra os valores democráticos. O partido citou episódios como a perseguição ao Padre Júlio Lancellotti e a proposta de multar doadores de alimentos à população de rua, além de críticas à condução da CPI dos Pancadões. Os petistas expressaram apoio à reeleição de Teixeira como uma forma de defender a cidade e a democracia.

O apoio do PT a Teixeira foi condicionado à manutenção do partido no cargo de 1° secretário, atualmente ocupado pelo vereador Hélio Rodrigues. Outras condições incluem maior respeito à bancada do PT, proporcionalidade na composição dos espaços do Legislativo, garantia de que a oposição proponha CPIs relevantes e a criação de uma liderança da minoria.

O MDB, partido do prefeito Ricardo Nunes, também manifestou apoio a Teixeira, destacando sua competência, capacidade de articulação e compromisso com o bom funcionamento do Legislativo. A legenda acredita que a recondução de Teixeira assegura continuidade administrativa e fortalece a gestão municipal.

Além do PT e do MDB, outros partidos importantes como o PL e o PSOL também não devem apoiar Rubinho Nunes. O PL aguarda o posicionamento do diretório nacional, enquanto o PSOL deve lançar candidato próprio.

Dentro do União Brasil, o nome de Rubinho Nunes também não é unânime. Alguns vereadores defendem a permanência de Teixeira no cargo, mas não se manifestam publicamente devido ao apoio de Milton Leite, presidente estadual do partido, a Rubinho. A disputa interna reflete um jogo de poder complexo, onde o prefeito Ricardo Nunes vê Rubinho como um desafeto político.

A relação entre Nunes e Rubinho se deteriorou após a eleição de 2024, quando o vereador do União Brasil trocou o apoio à reeleição do prefeito pela candidatura de Pablo Marçal. Na época, Ricardo Nunes demitiu um subprefeito indicado por Rubinho e o chamou de traidor.

Fonte: g1.globo.com

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