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A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) demitiu um professor do Colégio Técnico de Limeira (Cotil) por assédio sexual contra uma aluna menor de idade. A informação foi confirmada pela Comissão Processante Permanente (CPP) da universidade por meio da Lei de Acesso a Informação (LAI). O processo administrativo foi instaurado em 2025 e finalizado no início de 2026, resultando na demissão do docente. A presidente Administrativa do Núcleo Disciplinar da Unicamp, Claudia de Souza Alface, assinou o documento que justifica a demissão do professor, destacando a gravidade dos fatos e a necessidade de preservar a segurança e o bem-estar das alunas.

Outros casos de assédio na Unicamp

Além do caso no Cotil, a Unicamp possui outros registros de assédio sexual envolvendo docentes e estudantes. Em um desses casos, um professor da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) constrangeu estudantes tentando obter favorecimento sexual em função de sua hierarquia superior. Este professor foi suspenso por 90 dias como penalidade. Outro caso, ainda em andamento, envolve um docente do Colégio Técnico de Campinas (Cotuca), suspeito de assédio sexual contra uma aluna menor de idade.

Atuação do Serviço de Atenção à Violência Sexual (SAVS)

O Serviço de Atenção à Violência Sexual (SAVS) da Unicamp oferece acolhimento às vítimas de assédio sexual na comunidade acadêmica. Criado em 2019, o SAVS não instaura procedimentos administrativos, mas acolhe as vítimas, orienta sobre direitos e encaminha para órgãos externos. Um caso de assédio sexual ocorrido em dezembro de 2025 ainda está em fase de apuração pelo SAVS. Além do apoio psicológico, o serviço promove rodas de conversa, campanhas educativas e produção de materiais informativos sobre o tema.

Atendimento a adolescentes e regras específicas

Os casos de assédio sexual que envolvem estudantes menores de idade, como nos colégios técnicos Cotil e Cotuca, seguem regras específicas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O encaminhamento costuma ser mais ágil e envolve a comunicação com a família e, se necessário, com o Conselho Tutelar. A equipe de assistência social atua junto aos colégios técnicos para acompanhar os casos e articular o atendimento com profissionais da escola. Denunciar é fundamental para que a universidade possa tomar medidas institucionais e evitar situações de violência.

Fonte: https://g1.globo.com

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