Uma vasta operação da Polícia Federal (PF) foi deflagrada na manhã desta quinta-feira em quatro estados brasileiros, visando desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico de drogas por meio aéreo. A ação, que mobilizou equipes em São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, cumpre dezenas de mandados de busca e apreensão, além de ordens de prisão preventiva e temporária.
Entre os alvos da operação, destaca-se um empresário do setor de aviação agrícola, proprietário de imóveis nas cidades de Vera Cruz e Garça, no interior paulista. Durante as diligências, a PF localizou uma pista de pouso clandestina e apreendeu uma aeronave, juntamente com outros equipamentos de aviação.
A investigação, que se estende por cerca de um ano, teve início após a identificação de um piloto da região de Araçatuba, apontado como um dos responsáveis pelo transporte de drogas em aeronaves a serviço da organização criminosa, que atuava em diversos estados. As aeronaves utilizadas no esquema eram preparadas em oficinas e hangares localizados em Birigui, de onde decolavam carregadas com cocaína, com destino a diferentes regiões do país.
A organização criminosa operava com uma estrutura complexa e hierarquizada, dividida em núcleos responsáveis pela logística aérea e terrestre, gerenciamento financeiro e assessoria voltada à ocultação de bens e valores. Em uma das ações criminosas identificadas, no final de 2024, os investigados transportaram aproximadamente uma tonelada de cocaína em aeronaves agrícolas no interior do Paraná.
As investigações revelaram movimentações financeiras superiores a R$ 160 milhões em contas bancárias de pessoas físicas, empresas vinculadas e terceiros, utilizadas para dissimular a origem e o destino dos recursos ilícitos. A organização criminosa ostentava um elevado padrão de vida, com aquisição de imóveis de luxo, propriedades rurais, veículos, embarcações e aeronaves.
Todo o material apreendido, incluindo documentos, equipamentos eletrônicos e veículos, será encaminhado à sede da Polícia Federal em Araçatuba para análise detalhada. A operação contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado de São Paulo. As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração dos crimes praticados pela organização criminosa.
Fonte: g1.globo.com
