G1
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Um empresário de Ipuã, interior de São Paulo, está no centro de polêmicas após ser flagrado atirando contra residências vizinhas e danificando um sistema de segurança. O incidente, ocorrido na segunda-feira (13) por volta das 23h, foi registrado por câmeras de vigilância e mostra o momento em que Roberto Bardão, de 40 anos, efetua disparos com uma espingarda de pressão contra, pelo menos, três imóveis e destrói a câmera de segurança de um dos vizinhos.

O caso veio à tona dias antes de Bardão ser preso, na quinta-feira (16), após uma fuga da Polícia Militar que culminou com a invasão da praça central da cidade a bordo de um Porsche. A arma utilizada nos ataques aos vizinhos foi apreendida na sexta-feira (17), durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em sua residência, localizada no bairro Pampuã.

Embora tenha sido preso em flagrante após a perseguição policial, Bardão foi liberado em audiência de custódia na sexta-feira. A Justiça concedeu liberdade provisória ao empresário, mas determinou sua internação para tratamento psiquiátrico ou psicológico. Um pedido anterior de internação psiquiátrica, feito pelo pai de Bardão, já havia sido aceito pela Justiça antes dos eventos que levaram à sua prisão.

Segundo o delegado João Baptistussi, o comportamento de Bardão demonstra uma clara incompatibilidade com as normas sociais esperadas. Em declarações, o delegado relatou o desespero dos vizinhos, atingidos por tiros de espingarda de pressão em seus portões. As ações de Bardão incluíam manobras arriscadas com o veículo, acelerações e ruídos excessivos, perturbando a tranquilidade da vizinhança.

As imagens da câmera de segurança confirmam a autoria dos disparos e a utilização da arma apreendida. O motivo para os ataques contra os vizinhos ainda é desconhecido, visto que o empresário residia no local há pouco tempo.

Além do incidente com os vizinhos, Bardão é alvo de dois inquéritos policiais. Um deles apura o crime de injúria racial contra um policial militar, motivado por um desentendimento anterior com a vizinhança. O outro investiga os crimes de embriaguez ao volante, direção em velocidade incompatível, desobediência e dano ao patrimônio público, relacionados à perseguição policial de quinta-feira.

As investigações revelaram que Bardão chegou a pichar o muro de sua residência com os dizeres “Promotor” e “Juiz”, o que é interpretado como uma possível provocação às autoridades locais e também será investigado. O delegado Baptistussi informou que a investigação por injúria racial teve início após um post ofensivo contra o policial militar envolvido na ocorrência inicial. Na publicação, Bardão se referiu ao agente como “macaquinho”.

O delegado chegou a solicitar a prisão preventiva de Bardão, temendo uma escalada de problemas e possíveis reações violentas por parte de outras pessoas. O pedido foi negado pelo Tribunal de Justiça, mas resultou na expedição do mandado de busca e apreensão cumprido na sexta-feira.

Fonte: g1.globo.com