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China e Estados Unidos sinalizam uma possível trégua na escalada de tensões comerciais, com Pequim concordando em iniciar uma nova rodada de negociações “o mais rápido possível”. O anúncio surge em um momento crítico, em que as duas maiores economias do mundo buscam evitar uma nova e potencialmente devastadora batalha de tarifas retaliatórias.

A confirmação chinesa seguiu-se a uma videoconferência entre o vice-premiê He Lifeng, principal negociador de Pequim, e o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. A agência estatal chinesa Xinhua descreveu as conversas como “francas, profundas e construtivas”.

Na sexta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, havia expressado suas preocupações sobre a sustentabilidade de tarifas de 100% sobre produtos chineses, justificando a medida como uma resposta à postura de Pequim. Trump alega que a China busca constantemente vantagens em acordos comerciais e almeja renegociar os termos, em paralelo ao que tem feito com outros países desde que retornou à Casa Branca.

Durante uma entrevista à Fox Business Network, Trump reiterou a necessidade de um acordo justo entre os dois países, admitindo incerteza sobre o futuro do conflito comercial. Ele confirmou a intenção de se encontrar com o presidente Xi Jinping nas próximas semanas para discutir o comércio, declarando: “Vamos ver o que acontece”. Espera-se que a reunião ocorra na Coreia do Sul, de acordo com Scott Bessent.

Simultaneamente, a missão chinesa na Organização Mundial do Comércio (OMC) acusou os Estados Unidos de enfraquecerem o sistema de comércio multilateral baseado em regras desde 2025. O comunicado critica o uso de políticas discriminatórias, tarifas retaliatórias e sanções unilaterais, que Pequim considera violações dos compromissos assumidos na OMC. A delegação chinesa informou que um relatório do Ministério do Comércio avaliará o cumprimento das regras pelos Estados Unidos em 11 áreas, renovando os apelos para que Washington respeite as normas da OMC e coopere no fortalecimento da governança econômica global.

As tensões comerciais se agravaram recentemente, após uma série de críticas e tarifas de ambos os lados. Trump havia criticado a China por restringir a exportação de elementos usados em terras raras e anunciou uma tarifa extra de 100% sobre produtos chineses, além de ameaçar encerrar negócios com a China relacionados a “óleo de cozinha e outros elementos de comércio”, em resposta à suspensão da compra de soja dos Estados Unidos por Pequim.

Em contrapartida, o Ministério do Comércio da China argumentou que os controles sobre elementos de terras raras são uma reação às medidas adotadas pelos EUA desde as negociações comerciais anteriores. O ministério enfatizou que “ameaçar impor tarifas altas a qualquer momento não é a forma correta de lidar com a China” e reafirmou sua posição consistente: “Não queremos brigar, mas não temos medo de brigar.”

Com o aumento das tarifas, exportadores chineses têm buscado alternativas em outras regiões, como Europa, América Latina e Oriente Médio, tentando compensar as perdas no mercado americano. Apesar da queda nas vendas para os Estados Unidos, as exportações totais da China registraram um crescimento de 7,1% nos primeiros nove meses do ano. As bolsas da China e de Hong Kong apresentaram quedas significativas, refletindo o clima de cautela entre investidores.

Fonte: g1.globo.com

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