A União Europeia intensificou a pressão sobre a Rússia com a adoção de um novo pacote de sanções econômicas, seguindo movimento similar anunciado pelos Estados Unidos. O objetivo primordial é forçar o governo de Vladimir Putin a buscar uma solução negociada para o conflito na Ucrânia.
Este é o 19º conjunto de medidas restritivas implementadas pela União Europeia contra a Rússia, com foco em setores considerados cruciais para a economia russa, como o energético, o sistema financeiro e as redes de apoio que permitem ao país contornar as sanções existentes. Uma das medidas mais significativas é a proibição da compra de gás natural liquefeito (GNL) russo, um produto que, mesmo durante o período de guerra, continuou a ser vendido à Europa, gerando lucros bilionários para Moscou. A partir de agora, novos contratos estão vetados, e os contratos já existentes serão gradualmente encerrados até 2027.
As sanções também abrangem a ampliação da lista de bancos russos afetados, o fechamento de brechas para transações com criptomoedas e a inclusão de empresas sediadas fora da Europa que auxiliam a Rússia a evitar as restrições. Entre elas, destacam-se três empresas chinesas que atuam na compra, refino e revenda de petróleo russo, além de uma quarta empresa que exporta produtos europeus para a Rússia.
No total, 69 novos nomes e entidades foram adicionados à lista de sancionados, incluindo empresários e empresas ligadas à indústria militar russa e à chamada “frota sombra”, utilizada para transportar petróleo burlando as normas internacionais.
Uma medida inédita foi implementada: diplomatas e funcionários consulares russos residentes na União Europeia deverão informar antecipadamente às autoridades sobre qualquer intenção de viajar para outro país do bloco. Adicionalmente, cada governo terá a prerrogativa de exigir uma autorização formal antes da viagem. Essa medida visa dificultar atividades de inteligência russa dentro do território europeu.
Em contrapartida, Vladimir Putin minimizou o impacto das sanções americanas na economia russa, afirmando que elas não terão um efeito significativo. Ele também reafirmou sua disposição de se encontrar com Donald Trump.
A declaração final emitida após o encontro em Bruxelas reforça o compromisso da União Europeia em fornecer apoio financeiro à Ucrânia nos próximos dois anos, incluindo o financiamento de despesas relacionadas à defesa do país.
Fonte: g1.globo.com
