© Fernando Frazão/Agência Brasil
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Rio vive dia de terror com megaoperação policial e bloqueios

Moradores do Rio de Janeiro enfrentaram um dia de medo e caos nesta terça-feira, em meio a uma vasta operação policial nos Complexos da Penha e do Alemão. A ação, que resultou em mais de 60 mortos e 80 prisões, impactou drasticamente a rotina da cidade, com milhares de pessoas lutando para voltar para casa devido aos bloqueios de vias e intensos tiroteios.

Estações de metrô e pontos de ônibus ficaram superlotados durante a tarde, enquanto a Polícia Militar informava que criminosos da facção Comando Vermelho haviam recebido ordens para obstruir as principais vias da cidade.

Em meio ao fogo cruzado, a professora Marise Flor se viu presa em um tiroteio enquanto tentava pegar um ônibus para casa. Seu filho tentou resgatá-la de carro, mas não conseguiu ultrapassar as barricadas. Forçada a descer na estação Outeiro Santo, no corredor Transolímpica, em Jacarepaguá, devido aos bloqueios criminosos, ela se viu em uma situação ainda mais perigosa.

Relata que policiais militares chegaram ao local e começaram a atirar para dispersar os moradores que insistiam em permanecer ali. Em busca de segurança, Marise se abrigou novamente dentro da estação. “Entrei na estação de volta por baixo da roleta para me esconder dos tiros”, desabafou.

Após a tensão, ela conseguiu solicitar um carro de aplicativo e finalmente deixar a estação. Seu filho a encontrou e a levou para casa. O medo e o desespero da situação causaram-lhe fortes dores de estômago, culminando em uma crise de choro.

Em outra parte da cidade, Mariana Colbert, atendente de um quiosque de sorvete no Engenho Novo, grávida de quatro meses, acordou com as ruas do Engenho da Rainha já bloqueadas. Segundo ela, três ônibus foram usados para bloquear a via. Estima-se que mais de 50 ônibus tenham sido empregados como barricadas em diferentes pontos do Rio de Janeiro.

Mariana precisou caminhar até Inhaúma para conseguir pegar um ônibus para o trabalho. Ela relata que o motorista alterou o trajeto para evitar passar pela comunidade controlada pelo Comando Vermelho, alvo da operação policial.

“Levei uma hora para chegar ao trabalho, mas ainda consegui chegar. Muita gente não foi trabalhar, muitas lojas ficaram fechadas. Quando deu 16h fui liberada. Peguei um Uber, que estava mais caro, mas consegui chegar rápido em casa. Quando voltei, a pista já estava liberada e tinha muita polícia nas ruas”, conta.

A operação policial, considerada a maior em 15 anos pelo governo do estado, mobilizou 2,5 mil policiais civis e militares nos complexos do Alemão e da Penha. O objetivo declarado é capturar líderes criminosos e conter a expansão territorial do Comando Vermelho. A operação já é considerada a mais letal, superando o número de mortos da operação no Jacarezinho, em 2021.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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