Uma cachorra vira-lata foi gravemente ferida após ser atacada por dois cães da raça pitbull no Jardim Itatiaia, em Campinas (SP). O incidente ocorreu no final da tarde da última terça-feira (28), por volta das 16h30, enquanto a vira-lata passeava com sua família. Uma câmera de segurança registrou o ataque.
Paulo Henrique Gressoni, tutor da vira-lata Linda e de um buldogue francês chamado Duke, relatou que os dois pitbulls surgiram repentinamente e atacaram seus cães. Paulo conseguiu proteger Duke, segurando-o no colo, mas Linda foi violentamente mordida.
“Ele atacou ferozmente, covardemente, pela jugular da cachorra mesmo. Ele mataria ela (Linda). Ela conseguiu escapar e fugiu”, disse Paulo.
A família informou que Linda sofreu ferimentos profundos, com pedaços de pele arrancados pelas mordidas. Ela foi levada a um veterinário, medicada e está se recuperando em casa. Um retorno ao veterinário está agendado para os próximos dias.
A família está buscando identificar os donos dos pitbulls. O incidente deixou a família com receio de futuros passeios. “Nosso receio agora é de sair para passear, uma simples passeada quase nos custou a vida da nossa cachorra”, lamentou Lucca Gressoni, filho de Paulo.
Um adestrador comportamental especializado em psicologia canina explicou que pitbulls são raças fortes e resistentes, originalmente criadas para combate, mas que a agressividade não é inerente à raça. Segundo ele, um pitbull criado com responsabilidade, socializado desde filhote e estimulado física e mentalmente pode ser um cão equilibrado, obediente e afetuoso.
“A agressividade, na maioria das vezes, é resultado de falhas humanas, como a falta de limites, ausência de socialização e reforço de comportamentos inadequados. Ou seja, o problema está na forma como o cão é criado, e não na raça em si”, comentou o adestrador.
O especialista enfatizou a importância de tratar o cão com regras e direcionamento, em vez de como um bebê. Respeitar o tempo do animal, estabelecer uma rotina e criar vínculos positivos são cruciais para evitar acidentes. Pitbulls necessitam de famílias ativas, dispostas a oferecer rotina, exercício e regras claras, não sendo adequados para tutores negligentes ou sedentários.
Fonte: g1.globo.com
