G1
Compartilhe essa Matéria

No coração de Ribeirão Preto, o antigo Palace Hotel, hoje um centro cultural, guarda segredos sombrios por trás de sua fachada de luxo. Localizado no Quarteirão Paulista, área que ecoa a riqueza do ciclo do café, o prédio é palco de lendas urbanas assustadoras, alimentadas por tragédias e mistérios que marcaram sua história.

Entre as décadas de 1940 e 1960, o hotel foi cenário de suicídios, crimes brutais e paixões que terminaram em dor, transformando-o em um ponto de encontro para histórias de fantasmas e eventos inexplicáveis.

Uma das lendas mais famosas é a da recepcionista Geni, que trabalhava no hotel e se apaixonou por um engenheiro europeu. O romance, intenso mas breve, terminou quando o engenheiro retornou à Europa. Desolada, Geni teria cometido suicídio por autoimolação no próprio hotel. Desde então, funcionários do bar relatam aparições da recepcionista, com vultos dela sendo vistos com frequência.

Outra história macabra envolve um cozinheiro de temperamento difícil, conhecido por maltratar seus colegas de trabalho. A lenda conta que, cansados dos abusos, os outros funcionários o assassinaram na cozinha do hotel. Dizem que sua alma permanece no edifício, como um lembrete de que a tensão e o desespero podem ter consequências fatais, mesmo em ambientes luxuosos.

O “Crime da Mala” é um dos mistérios mais perturbadores associados ao Palace Hotel. A história relata que três homens se hospedaram em um quarto no terceiro andar, mas apenas dois deixaram o local no dia seguinte, carregando uma mala com vestígios de sangue. Acredita-se que um dos homens foi assassinado e esquartejado, com seus restos mortais colocados na mala. A gerência do hotel teria abafado o caso, devido ao status social dos envolvidos.

O terceiro andar do Palace é considerado um ponto central de atividades paranormais, incluindo o fantasma de um anão que trabalhou no hotel. Ele morava em um quarto pequeno e insalubre e, devido às condições precárias, teria se entregado ao alcoolismo e morrido no local. Atualmente, funcionários relatam vultos semelhantes a seres humanos no terceiro andar, além de outros fenômenos inexplicáveis, como quadros que viram sozinhos e janelas que batem sem vento.

Inaugurado em 1926, o hotel testemunhou o auge e a crise da cafeicultura na região. Tombado em 1982, encerrou suas atividades em 1992, reabrindo como Centro Cultural Palace em 2011. Sua história, marcada por tragédias e crimes, contribui para a atmosfera assombrada que atrai curiosos e amantes de lendas urbanas. O antigo hotel é um lugar onde a vida social e o cotidiano se cruzaram, deixando marcas que, segundo muitos, ainda podem ser sentidas.

Fonte: g1.globo.com