Davi Piazza Pinto foi formalmente indiciado pela Polícia Civil sob acusações de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, em decorrência da morte de seu filho de 11 anos. O crime ocorreu em João Pessoa, no dia 1º de novembro, dentro do apartamento onde o pai estava hospedado. A confirmação do indiciamento foi feita por um delegado responsável pelo caso.
A qualificação do homicídio se baseia em três agravantes: motivo torpe, emprego de asfixia como meio para cometer o crime e a idade da vítima, menor de 14 anos. Adicionalmente, o indiciamento foi agravado pela relação de parentesco entre autor e vítima, sendo o pai o responsável pelo ato, e pela condição de deficiência visual da criança.
Imagens de câmeras de segurança divulgadas pela Polícia Civil revelam Davi Piazza saindo do local do crime, no Jardim Oceania, utilizando um carro de aplicativo. Nas imagens, ele aparece segurando um volume envolto em lençóis. A investigação aponta que o corpo da criança estava oculto dentro desse embrulho. Segundo o delegado, o suspeito solicitou o carro por aplicativo após cometer o crime dentro do imóvel e transportou o corpo da criança envolvida em lençóis.
Os motoristas de aplicativo que participaram do transporte do suspeito, tanto para o local do descarte do corpo, no Colinas do Sul, quanto no retorno, foram interrogados durante o inquérito. Os depoimentos dos motoristas confirmaram que eles estavam prestando um serviço de transporte mediante solicitação e que transportaram o homem nas datas e horários indicados.
A investigação policial concluiu que o pai agiu sozinho e que o crime foi premeditado. O suspeito confessou às autoridades catarinenses que cometeu o ato para “tirar um peso” de sua vida. Essa declaração, somada ao fato de que ele pagava pensão alimentícia para a criança, levou a polícia a inferir a motivação do crime.
O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou asfixia como a causa da morte do menino. A necropsia revelou que a criança foi morta por sufocação. Exames complementares, como o toxicológico, foram realizados, mas os resultados ainda não foram divulgados. O corpo da criança foi liberado para a família e sepultado no Cemitério do Cristo Redentor.
O corpo da criança foi encontrado em uma cova rasa, dentro de um saco plástico preto, em uma área de mata nas imediações de uma antiga fábrica abandonada, no bairro Colinas do Sul. A Polícia Militar realizou buscas na região após o desaparecimento da criança. Peritos informaram que a criança apresentava uma queimadura no ombro, possivelmente causada pela exposição ao sol após a morte. O suspeito se entregou em uma delegacia em Florianópolis e foi preso. A Polícia Civil da Paraíba continua a investigar as circunstâncias do crime.
Fonte: g1.globo.com
