© Tânia Rêgo/Agência Brasil
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O presidente da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), embaixador André Corrêa do Lago, comprometeu-se a apresentar as reivindicações da Cúpula dos Povos nas reuniões de alto nível da COP. A declaração foi feita durante o encerramento da Cúpula dos Povos.

Corrêa do Lago recebeu do comitê político da Cúpula dos Povos uma carta final com sugestões dos participantes, que cobram maior participação popular nos debates sobre a crise climática. O embaixador reconheceu as dificuldades de negociação em torno de diversos temas, mas expressou sua crença em um aumento da participação da sociedade.

“Vocês sabem que isso [a COP] é basicamente uma grande negociação dentro das Nações Unidas, com 195 países que têm que estar de acordo com tudo, porque é tudo por consenso. Então, é uma negociação superdifícil. Mas saber que a sociedade civil mundial tem voz em Belém é absolutamente sensacional”, afirmou. Ele agradeceu o trabalho realizado e garantiu que o registraria na abertura da reunião de alto nível da COP.

O embaixador também recebeu uma carta da Cúpula das Infâncias, elaborada por cerca de 700 crianças e adolescentes que participaram de atividades na Cúpula dos Povos. No documento, as crianças expressaram preocupação com o futuro diante da falta de ações efetivas para conter a crise climática.

A carta final da Cúpula dos Povos critica as “falsas soluções” para o enfrentamento da emergência climática. Os participantes defendem um internacionalismo popular, com intercâmbios de conhecimentos e saberes, que construam laços de solidariedade, lutas e cooperação entre os povos.

O documento aponta o modo de produção capitalista como a principal causa da crise climática crescente, destacando que as comunidades periféricas são as mais afetadas pelos eventos climáticos extremos e pelo racismo ambiental. Empresas transnacionais, como as indústrias de mineração, energia, armas, agronegócio e Big Techs, são apontadas como as principais responsáveis pela catástrofe climática.

A carta pede a demarcação de terras indígenas e de outros povos, reforma agrária e fomento à agroecologia, fim do uso de combustíveis fósseis, financiamento público para uma transição justa , e fim das guerras. Além disso, cobra maior participação dos povos na construção de soluções climáticas, reconhecendo os saberes ancestrais.

A Cúpula dos Povos reuniu cerca de 70 mil pessoas de movimentos sociais locais, nacionais e internacionais, povos originários e tradicionais, trabalhadores de diversas áreas e representantes de diferentes segmentos da sociedade. O evento teve início com críticas à ausência de maior participação popular na conferência, e a meta de 1,5°C do Acordo de Paris foi considerada em risco. Na abertura, uma “barqueata” com centenas de barcos navegou pela Baía do Guajará em defesa da Amazônia e dos povos tradicionais. Uma marcha reuniu cerca de 70 mil pessoas. Após cinco dias de debates e manifestações, a Cúpula encerrou com distribuição de comida e celebração cultural.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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