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O pré-natal, um direito garantido por lei a todas as gestantes no Brasil através do Sistema Único de Saúde (SUS), desempenha um papel vital na prevenção do parto prematuro e na garantia da saúde tanto da mãe quanto do bebê. Este acompanhamento abrangente engloba consultas com médicos e especialistas, além da realização de exames essenciais.

O Hospital da Criança e Maternidade (HCM) de São José do Rio Preto (SP), referência para mais de uma centena de municípios na região, destaca-se como um dos maiores centros de leitos obstétricos e de UTI neonatal no estado, ficando atrás apenas da maternidade de Campinas.

Uma das histórias emblemáticas é a da professora Rutiely de Carvalho Costa, que, devido ao seu histórico de diabetes e um parto prematuro anterior, realiza o pré-natal tanto no posto de saúde próximo à sua residência quanto no Ambulatório de Especialidades do Hospital de Base (HB) de Rio Preto a cada quinze dias. “Na minha primeira consulta, quando a doutora pediu os exames, que eu fui lá, que ela olhou os exames, ela falou que eu estava bem descontrolada, mas que agora eu tinha que enfrentar essa batalha e eu tinha que seguir tudo à risca. Então aquele medo que eu estava sentindo, aquele desespero que eu estava sentindo no momento em que eu descobri, aliviou”, relembra.

A médica ginecologista e obstetra Carolina Amorim detalha o acompanhamento de Rutiely: “O nosso acompanhamento da Rutiely inicialmente foi feito pensando tanto no diabetes da parte do controle glicêmico, foi necessário a gente introduzir a insulina para controle da glicemia, controle de peso fetal e também precisamos fazer o procedimento de cerclagem nela, no qual a gente faz como se fosse um laço no colo do útero com a intenção de conseguir segurar a gestação o máximo possível, tentando levar até próximo do termo”.

Mesmo com todos os cuidados, o parto prematuro pode ocorrer, exigindo uma preparação complexa do centro cirúrgico e da equipe médica, dada a fragilidade do bebê ainda em desenvolvimento. Benjamin, por exemplo, nasceu com apenas 24 semanas e permaneceu nove meses na UTI neonatal. Hoje, aos cinco anos, superou diversas sequelas da prematuridade, contando com atendimento multidisciplinar para respirar e se desenvolver.

Outra história marcante é a de Viviane Carla Papaini Richarti, de Olímpia (SP), que teve quadrigêmeas prematuras, nascidas com 28 semanas. A gravidez de alto risco exigiu repouso e acompanhamento constante. O médico ginecologista e obstetra Carlos Eduardo Ferreira coordenou uma operação complexa para o nascimento das bebês, que ficaram 100 dias na UTI neonatal.

A gravidez gemelar, assim como a gestação tardia (após os 40 anos), aumenta o risco de prematuridade. De acordo com o IBGE, o número de brasileiras que se tornaram mães após os 40 anos cresceu significativamente entre 2010 e 2022. Outras causas incluem diabetes descompensado, hipertensão e infecções maternas. A coordenadora da UTI neonatal do HCM de Rio Preto (SP), Marina Lania Teles, explica que tanto condições maternas quanto do bebê podem levar ao parto prematuro.

Fonte: g1.globo.com

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