Após a suspensão da tarifa de 40% sobre diversos produtos brasileiros anunciada pelos Estados Unidos, a Embraer expressou otimismo em relação a um possível acordo bilateral que eliminaria a taxação de 10% atualmente imposta ao setor aeronáutico. A empresa manifestou confiança em um desfecho favorável, citando acordos semelhantes já estabelecidos pelos EUA com outros países, como o Reino Unido.
Em nota, a Embraer enfatizou a importância de um acordo que promova o aumento do comércio entre Brasil e Estados Unidos, restaurando o status de tarifa zero para o setor aeronáutico. A empresa defende um acordo bilateral semelhante aos firmados entre os EUA e o Reino Unido, bem como entre a União Europeia e os Estados Unidos, que resultaram no restabelecimento de tarifas nulas para o setor aeronáutico.
Em julho, quando o governo americano sinalizou a possibilidade de elevar as tarifas sobre produtos brasileiros para até 50%, a Embraer estimou um impacto potencial de R$ 20 bilhões até 2030 caso o setor aeronáutico fosse atingido. Na ocasião, a empresa escapou da sobretaxa de 40%, mas uma tarifa de 10% foi imposta ao setor.
A recente decisão do governo americano de remover a tarifa de 40% de uma ampla gama de produtos brasileiros foi formalizada pela Casa Branca. A medida abrange mais de 200 itens, incluindo carne bovina, café, açaí e cacau, que foram adicionados à lista de exceções da taxação aplicada ao Brasil.
A decisão é válida para produtos que ingressaram nos Estados Unidos a partir de 13 de novembro, coincidindo com a data de um encontro entre o ministro das Relações Exteriores brasileiro e o secretário de Estado dos EUA, durante o qual as tarifas foram discutidas.
Anteriormente, o governo americano já havia reduzido as tarifas de importação de cerca de 200 produtos alimentícios, incluindo café, carne, açaí e manga, aplicadas a diversos países. No caso específico do Brasil, as taxas haviam sido reduzidas de 50% para 40%.
Entre os produtos que tiveram a tarifa de 40% retirada, destacam-se: carne bovina (em todas as categorias), café (verde, torrado e derivados), frutas frescas, congeladas e processadas (incluindo laranja, abacaxi, banana, manga e açaí), cacau e derivados, especiarias (como pimenta, gengibre, canela e cúrcuma), raízes e tubérculos (mandioca em todas as formas), sucos e polpas de frutas, além de fertilizantes (ureia, nitratos, potássicos e fosfatados).
Fonte: g1.globo.com

