© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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Vacina inovadora contra a dengue, desenvolvida integralmente no Brasil pelo Instituto Butantan, acaba de receber o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A expectativa é que a aplicação gratuita da vacina, através do Sistema Único de Saúde (SUS), comece em 2026.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (26) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Padilha destacou a qualidade e o potencial da vacina para o controle da doença no país.

Com um milhão de doses já prontas para distribuição, a vacina do Butantan se destaca por ser a primeira no mundo a exigir apenas uma aplicação. A previsão do instituto é disponibilizar mais de 30 milhões de doses até meados de 2026.

O ministro Padilha celebrou a aprovação como uma vitória da ciência e da colaboração entre o SUS e instituições públicas, como o Instituto Butantan. Ele enfatizou as qualidades da vacina: ser totalmente brasileira, ter ampla capacidade de proteção e ser administrada em dose única.

A nova vacina será integrada ao Programa Nacional de Imunização (PNI). O ministério apresentará a estratégia de incorporação e a novidade à Comissão Tripartite, composta por secretários estaduais e municipais de saúde, nesta quinta-feira (27). “Queremos começar a utilização dessa vacina no começo do calendário vacinal de 2026”, revelou o ministro.

Priscilla Perdicaris, secretária-executiva da Saúde do Estado de São Paulo, informou que o Brasil registrou 866 mil casos de dengue e 1.108 mortes confirmadas em 2025. Ela destacou a importância da dose única da vacina Butantan-DV: “Para nós que estamos na operação, isso muda completamente a história do jogo: facilita a logística e aumenta a adesão da população”.

O governador Tarcísio de Freitas ressaltou o impacto positivo da dose única na logística e cobertura vacinal. “Infelizmente ainda perdemos muitas vidas para a dengue e é um cenário que vamos poder reverter rapidamente com uma vacina 100% brasileira”, afirmou.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br