G1
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Uma operação policial deflagrada nesta quarta-feira em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, mira um grupo suspeito de fraudar a venda de pacotes de viagens e passagens aéreas. Intitulada “Viagem de Papel”, a ação cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão, além de determinar o bloqueio de R$ 300 mil em bens pertencentes aos envolvidos no esquema.

A investigação, iniciada em julho de 2025, revelou que o grupo criminoso oferecia pacotes de viagens, especialmente para o Japão, a preços consideravelmente inferiores aos praticados no mercado. Uma única família residente no estado sul-mato-grossense amargou um prejuízo superior a R$ 90 mil. As autoridades apuraram que o alcance do golpe se estende por diversos estados.

O modus operandi da quadrilha consistia em se apresentar como proprietários de uma agência de viagens, utilizando indicações de conhecidos das vítimas, inclusive empresários do setor esportivo, para construir uma imagem de credibilidade. Os golpistas alegavam operar com um sistema de milhas e descontos especiais junto às companhias aéreas, a fim de justificar os preços atrativos.

Os pagamentos eram realizados via PIX para contas de terceiros. Próximo à data da viagem, os clientes se deparavam com desculpas, silêncio por parte dos vendedores e, por fim, o bloqueio de seus contatos. O dinheiro, então, desaparecia, sendo rapidamente distribuído entre diversas contas bancárias.

As investigações apontam que os líderes do esquema possuem laços familiares. O indivíduo apontado como o chefe do grupo utilizava um nome falso e mantinha um Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) ativo em nome de uma agência de viagens. O cunhado do líder era responsável por receber parte dos valores desviados, e a esposa já possuía histórico de envolvimento em golpes similares.

O principal investigado já responde por crimes semelhantes em Mato Grosso do Sul e no Rio de Janeiro. Segundo informações da polícia, o grupo atuava há quase uma década na aplicação de golpes relacionados à venda de pacotes de viagens.

Os suspeitos deverão responder pelos crimes de estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. As investigações prosseguem com a análise do material apreendido durante as buscas.

Fonte: g1.globo.com