A Catedral Metropolitana de São Sebastião, um dos principais cartões postais de Ribeirão Preto, inicia nesta segunda-feira (1º) um importante projeto de restauração. A iniciativa visa reparar os danos causados pelo tempo, que se manifestam em rachaduras e outros sinais de deterioração, ameaçando a estrutura do templo.
A restauração começará com uma intervenção crucial nas bases da catedral, buscando estabilizar a fundação. Para isso, o solo sob a igreja será perfurado em diversos pontos, permitindo a instalação de estacas que se aprofundarão no solo e contarão com bulbos nas extremidades para aumentar a sustentação. Esta etapa inicial, focada na estabilização da estrutura, demandará um investimento de R$ 2 milhões, de um total de R$ 14 milhões previstos para a recuperação completa da catedral.
Em virtude do início das obras, uma faixa da Rua Florêncio de Abreu, localizada em frente à escadaria da catedral, será interditada temporariamente entre 10h e 12h.
Apesar do início das obras, a campanha “Salve a Catedral” continua ativa, buscando arrecadar fundos adicionais para o projeto. Uma rifa está sendo promovida, com o sorteio de um carro zero quilômetro entre os participantes que adquirirem um número, no valor de R$ 20.
A campanha “Salve a Catedral” engloba diferentes iniciativas para angariar recursos, incluindo a venda da revista ‘Salve a Catedral’, que detalha a história da igreja, curiosidades sobre sua construção e a importância da restauração. A publicação está disponível na secretaria paroquial, ao custo de R$ 15.
Doações online também são aceitas através do site oficial da campanha, que oferece informações detalhadas sobre o projeto de restauração. O Instituto Nova Era, envolvido nos esforços de restauração, obteve autorização do governo federal para captar, através da Lei Rouanet, até R$ 3,8 milhões em abatimentos do Imposto de Renda de empresas (4%) e pessoas físicas (6%).
Projetada pelo arquiteto sueco Carlos Ekman e construída entre 1904 e 1918 em estilo neogótico, a catedral foi erguida com o apoio da comunidade local. As pinturas internas, que retratam a vida de São Sebastião, padroeiro da cidade, foram criadas por Benedito Calixto. A cúpula foi colorida por Nicolau Biagini e os afrescos laterais produzidos por Joaquim d’Athaide.
Em 1958, a Catedral foi elevada a Arquidiocese de Ribeirão Preto. Em 2009 e 2014, o prédio foi tombado, respectivamente, pelo Conselho de Preservação do Patrimônio Artístico e Cultural de Ribeirão Preto (Conpacc) e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat).
Fonte: g1.globo.com
