O Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MICBR+Ibero-América) se destaca por suas mentorias, uma das atividades mais procuradas do evento. Realizado no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, desde o dia 3, o MICBR segue até o dia 7, oferecendo oportunidades únicas para profissionais da economia criativa.
Após uma seleção rigorosa, 14 mentores foram escolhidos, cada um representando um segmento diferente da economia criativa, como dança, artes plásticas, música e audiovisual. A consultora sênior de Inteligência de Mercado do MICBR, Micaela Neiva, revelou que mais de 400 pessoas se inscreveram para oferecer as mentorias. Cada mentor selecionado terá a responsabilidade de orientar 15 pessoas dentro de sua área de especialização, com as sessões individuais acontecendo até o dia 6.
Micaela Neiva destacou a qualidade dos mentores selecionados: “São profissionais renomados que dedicam atendimento exclusivo aos empreendedores e empresários criativos. Os próprios mentores, esses especialistas de mercado, selecionaram os empreendedores aos quais gostariam de oferecer a mentoria, que dura 30 minutos de atendimento individualizado. Está sendo muito rico acompanhar essa imersão que cada um está tendo oportunidade de fazer.”
Dona Josefa Marques Nazaré, artesã da Associação de Arte e Artesanato Vale da Esperança, em Carapó, Mato Grosso do Sul, que trabalha com tingimento natural de lã de ovelha, participou da mentoria na área de artesanato. Ela compartilhou sua experiência positiva, mencionando ter participado da rodada de negócios pela manhã, que resultou em conversas promissoras com duas possíveis parcerias. Quanto à mentoria, dona Josefa expressou entusiasmo pelas ideias recebidas.
A mentora de dona Josefa, Nina Coimbra, designer e curadora de artesanato, explicou sua abordagem: “Eu falei para ela não misturar as coisas na apresentação, ter o serviço separado do produto, para conseguir contar a história dela no produto, diferente do serviço”.
Nina Coimbra enfatizou a importância de iniciativas como o MICBR, que se consolidam como política pública para a profissionalização do setor cultural. “É um evento único, de trocas não só em cada setor, mas entre diferentes expressões culturais e cria a possibilidade de diálogo para além do que está acontecendo aqui. Eventos como esse perduram pelo ano inteiro. A cultura também produz economia em vários setores e um encontro como esses é uma prova disso.”
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
