Um grave acidente na Rodovia Armando de Salles Oliveira, próximo a Monte Azul Paulista, interior de São Paulo, na última terça-feira (16), resultou na morte de quatro homens, incluindo três irmãos e um idoso. As vítimas, todos trabalhadores rurais de Viradouro (SP), estavam a caminho do trabalho quando o carro em que viajavam foi esmagado por um caminhão que tombou sobre o veículo. A notícia causou profunda comoção na cidade de 17 mil habitantes, onde as vítimas residiam, levando a prefeitura a decretar luto oficial de três dias. Rafael Marques de Souza, de 34 anos, Rian Marques de Souza, de 24, Maximiliano Marques de Souza, de 29, e seu colega Roberto Lima da Silva, de 73, perderam a vida instantaneamente, deixando familiares e uma comunidade inteira em choque e luto.
Detalhes da tragédia e o luto em Viradouro
O acidente fatal na Rodovia Armando de Salles Oliveira
O trágico incidente ocorreu na manhã de terça-feira, no quilômetro 421 da Rodovia Armando de Salles Oliveira. De acordo com o boletim de ocorrência, o motorista de um caminhão que seguia no sentido Severínia – Monte Azul Paulista relatou ter perdido o controle da direção. O veículo, desgovernado, rodou na pista, colidiu com o carro onde estavam os trabalhadores rurais – que trafegava no sentido contrário – e tombou violentamente em cima dele. O impacto foi tão severo que os quatro ocupantes do carro não tiveram chances de sobreviver, vindo a óbito no local.
Os corpos das vítimas foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) de Barretos para os procedimentos necessários. Os dois ocupantes do caminhão, que realizava o trajeto de São José do Rio Preto para Bebedouro, não sofreram ferimentos físicos, mas o motorista ficou em estado de choque devido à gravidade do ocorrido. A Polícia Militar Rodoviária aplicou o teste do bafômetro no condutor, cujo resultado foi negativo para o consumo de álcool. As causas exatas da colisão ainda serão apontadas pela perícia técnica, e o caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor, indicando que não houve intenção de matar.
A Transportadora Pedretti & Pedretti, empresa responsável pelo caminhão e seus ocupantes, emitiu uma nota oficial lamentando profundamente o acidente. A empresa manifestou seu pesar e solidariedade às famílias das vítimas, assegurando que está cooperando integralmente com as autoridades competentes na investigação. Informou ainda que o motorista permanece em estado de choque e está recebendo acompanhamento. A transportadora reiterou que as causas do acidente estão sendo apuradas pelos órgãos responsáveis e que qualquer informação conclusiva dependerá do laudo oficial.
A comoção que abala Viradouro
A notícia do falecimento dos três irmãos e de seu colega de trabalho repercutiu com grande intensidade em Viradouro, a cidade natal das vítimas, que conta com uma população de aproximadamente 17 mil habitantes. Em sinal de profundo pesar e solidariedade às famílias enlutadas, a prefeitura municipal decretou luto oficial de três dias, demonstrando o impacto da perda para toda a comunidade.
A casa da mãe dos irmãos tornou-se um ponto de encontro para dezenas de pessoas, entre amigos, vizinhos e parentes, que se reuniram para prestar apoio e expressar suas condolências. O ambiente era de incredulidade e tristeza profunda. Raíssa Eduarda Guerreiro, amiga das vítimas, descreveu o sentimento generalizado: “Eles eram demais. Eles faziam de tudo para nós, para quem quisesse. São muito queridos. Estão todos abalados. É triste, não é fácil. Foi um susto. Eu estava dormindo e meu irmão chegou contando, eu levantei no desespero”. A dor da perda súbita e brutal atingiu a todos, evidenciando o quão queridos os homens eram na comunidade. A ausência de informações sobre o velório e o enterro até as últimas atualizações da matéria aumentava a angústia dos familiares.
Perfil das vítimas e a rotina de trabalho
Irmãos e colega: vidas dedicadas ao campo
As quatro vítimas fatais do acidente eram trabalhadoras rurais, dedicadas às suas atividades no campo. Os irmãos Rafael Marques de Souza, de 34 anos, Rian Marques de Souza, de 24, e Maximiliano Marques de Souza, de 29, juntamente com seu colega de trabalho Roberto Lima da Silva, de 73, compartilhavam a rotina de deslocamento diário para o trabalho. Eles prestavam serviço para uma fábrica de sucos de laranja localizada na região entre Olímpia e Monte Azul Paulista.
Mikaely Feitosa, prima da esposa de Maximiliano, detalhou a rotina exaustiva que os quatro enfrentavam. “Eles acordavam cedo. O Max ficava com o carro da empresa e ele também passava para pegar os demais. No caso, ele pegava o senhor, que tinha apelido de Guará, que é mais próximo da casa dele, e buscava os dois irmãos depois. Todo dia era essa rotina, de segunda a sábado”, explicou Mikaely. Essa jornada diária de ida e volta, essencial para o sustento de suas famílias, foi interrompida de forma abrupta e cruel.
A estrada pela qual os quatro viajavam diariamente, a Rodovia Armando de Salles Oliveira, é conhecida por ser movimentada. Apesar disso, Mikaely Feitosa comentou que as vítimas não reclamavam das condições de conservação da pista. No entanto, ela reflete sobre a imprevisibilidade das estradas: “Não reclamavam, mas a gente sabe que estrada é isso. A gente ora todo dia para sair de casa e a gente sabe que pode, infelizmente, acontecer o que aconteceu. Mas a gente nunca espera que vai acontecer com um dos nossos, né?”. A declaração reflete a percepção comum sobre os riscos inerentes às viagens diárias, que se concretizaram em uma tragédia impensável.
Recordações e o legado deixado
O impacto da morte de Rafael, Rian, Maximiliano e Roberto é profundo, deixando um vazio imenso em suas famílias e na comunidade. Colegas de trabalho e amigos compartilharam lembranças dos homens, ressaltando suas qualidades e o legado que deixam. Adriana Oliveira dos Santos, também trabalhadora rural e colega das vítimas, mostrou-se visivelmente abalada. Ela recordou Maximiliano como operador de trator na empresa e responsável pelo transporte de laranjas, destacando sua gentileza e sua paixão por música. “O trator dele tinha um som. Sempre que ele carregava , a gente já sabia que era ele porque vinha ouvindo um sonzinho. Aí eu falava: ‘está ouvindo um sonzinho?’. Ele falava: ‘sim, é para distrair, para não dar tédio’. Era assim, sempre resenhando e brincando quando ele passava”, disse Adriana, pintando um retrato de um homem alegre e dedicado.
Maximiliano deixa a esposa, Jenifer, e uma filha pequena, Cecília, de apenas 7 meses. Sua imagem de “superpai” e “apaixonado tanto pela esposa como pela filha” é uma das memórias mais dolorosas para a família. “Eu fico muito triste e ele vai fazer muita falta para a Jenifer e a Cecília. Eles estavam começando a vida”, lamentou uma fonte próxima. A perda de Maximiliano, no auge de sua vida e construindo uma família, é particularmente comovente. A família de Roberto Lima da Silva, o colega mais velho das vítimas, optou por não conceder entrevistas, respeitando seu momento de luto e dor. A ausência de velório e enterro definidos até o momento apenas aumentava a angústia dos entes queridos, que agora buscam consolo e respostas diante de uma perda tão avassaladora.
Um apelo por segurança e a dor que perdura
A tragédia que ceifou a vida de três irmãos e seu colega de trabalho em Monte Azul Paulista serve como um doloroso lembrete da fragilidade da vida e dos perigos constantes nas estradas. A comoção em Viradouro reflete não apenas a perda de quatro indivíduos, mas o desfalque em famílias e o abalo de uma comunidade que se viu de repente confrontada com a imprevisibilidade de um acidente. Enquanto as investigações buscam esclarecer as causas, a dor e a saudade permanecem, transformando uma rotina de trabalho em uma memória trágica. Que este evento possa reforçar a importância da prudência e da segurança viária para evitar que mais famílias enfrentem tamanha devastação.
FAQ
1. Quem são as vítimas do grave acidente em Monte Azul Paulista?
As vítimas são os irmãos Rafael Marques de Souza (34 anos), Rian Marques de Souza (24 anos) e Maximiliano Marques de Souza (29 anos), além do colega de trabalho deles, Roberto Lima da Silva (73 anos). Todos eram trabalhadores rurais de Viradouro (SP).
2. Onde e quando ocorreu o acidente?
O acidente ocorreu na manhã da última terça-feira (16), no quilômetro 421 da Rodovia Armando de Salles Oliveira, próximo ao distrito de Marcondésia, em Monte Azul Paulista, no interior de São Paulo.
3. Qual a situação do motorista do caminhão envolvido no acidente?
O motorista do caminhão não sofreu ferimentos físicos, mas ficou em estado de choque. Ele passou por teste do bafômetro, que deu resultado negativo para consumo de álcool. A transportadora responsável pelo caminhão está prestando apoio ao motorista e cooperando com as autoridades.
4. Como a comunidade de Viradouro reagiu à tragédia?
A comunidade de Viradouro (SP), onde as vítimas residiam, reagiu com profunda comoção. A prefeitura decretou luto oficial de três dias, e dezenas de pessoas se reuniram na casa da mãe dos irmãos para prestar apoio e condolências, expressando a tristeza e o impacto da perda.
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Fonte: https://g1.globo.com
