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Um tornado no Paraná surpreendeu a população de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, no último sábado (10), deixando um rastro de destruição e momentos de terror. Stefany Nascimento Cordeiro, de 19 anos, é uma das vítimas que vivenciou o fenômeno de perto e agora se recupera dos ferimentos. Enquanto voltava do trabalho, a jovem foi pega pela força devastadora dos ventos, classificados em até 180 km/h. Sua experiência, marcada pelo pânico e pela necessidade de se agarrar a uma árvore para sobreviver, destaca a imprevisibilidade e a potência desses eventos climáticos extremos que, em poucos minutos, alteraram a rotina de centenas de famílias no bairro Guatupê e adjacências. Os estragos foram extensos, com residências destelhadas e infraestruturas danificadas, exigindo uma rápida mobilização das autoridades.

O impacto do tornado em São José dos Pinhais

A tarde do último sábado (10) transformou-se em um cenário de caos para muitos moradores de São José dos Pinhais, especificamente no bairro Guatupê. Um tornado de intensidade F2, conforme classificação do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), varreu a região, deixando para trás um rastro de destruição e histórias de sobrevivência. Os ventos, que alcançaram a impressionante velocidade de 180 km/h, surpreenderam a população e causaram danos significativos à infraestrutura local.

O relato dramático de Stefany Cordeiro

Stefany Nascimento Cordeiro, de 19 anos, estava a caminho do ponto de ônibus, retornando do trabalho, quando a paisagem começou a se transformar drasticamente. As telhas das casas e empresas nas proximidades começaram a voar, indicando a força incomum da ventania. A jovem, tomada pelo instinto de sobrevivência, tentou correr, mas a intensidade dos ventos a fez buscar abrigo desesperadamente. “Eu tinha saído 17h20 do meu trabalho e indo pro ponto de ônibus. Quando eu notei as telhas voando, pensei em voltar correndo. No que eu voltei correndo, eu me abracei numa árvore”, relatou Stefany.

Em meio ao caos, a jovem foi atingida por um pedaço de um portão que se desprendeu de uma empresa próxima. “Estou toda machucada, toda roxa. Fui atingida nas costas por um pedaço do portão de uma empresa que tinha ali. O portão subiu e, quando desceu, quebrou. Um dos pedaços bateu nas minhas costas”, explicou ela, descrevendo as lesões que ainda a acompanham. A experiência foi tão aterrorizante que, em seu depoimento, Stefany expressou o medo de não sobreviver: “Eu achei que ia morrer, eu pedia pela misericórdia de Jesus. Eu achei que não ia sair dessa”. Câmeras de segurança registraram os momentos de pânico, mostrando Stefany caminhando, atravessando a rua e se agarrando à árvore na tentativa de se proteger. O vídeo, abruptamente interrompido pela queda do sinal da câmera devido ao fenômeno, capturou o instante em que, com a queda de galhos, ela corre e acaba caindo no chão.

A força devastadora do fenômeno

O Simepar informou que o tornado percorreu cerca de 1 quilômetro, iniciando sua trajetória em Piraquara, mas não mantendo contato contínuo com o solo. A classificação F2 na Escala Fujita indica um fenômeno com ventos que variam de 180 km/h a 220 km/h. O meteorologista Leonardo Furlan detalhou a classificação: “Essa escala vai de 180 km/h até 220 km/h. Então, a gente classifica o tornado como F2 na escala mais baixa, de aproximadamente 180 km/h”. Essa escala é amplamente utilizada no Brasil para determinar a gravidade dos tornados com base nos danos causados, variando de F0 a F5, onde a categoria aumenta conforme a destruição.

Cenário de destruição e resposta das autoridades

O tornado no Paraná, especialmente em São José dos Pinhais, causou estragos consideráveis, afetando diretamente a vida de milhares de pessoas. O bairro Guatupê foi um dos pontos mais castigados pela fúria dos ventos, revelando um cenário de prejuízos materiais e necessidade de suporte à comunidade.

Danos materiais e humanos na região

A Defesa Civil Estadual divulgou um balanço alarmante dos impactos do tornado. Ao todo, 350 residências foram diretamente atingidas pelo fenômeno, resultando no impacto a aproximadamente 1,2 mil pessoas. Além de Stefany Cordeiro, outra pessoa ficou levemente ferida, elevando para dois o número total de feridos leves em decorrência do evento. Os danos visíveis eram extensos: quedas de árvores bloquearam vias, a rede elétrica sofreu interrupções generalizadas, muros desabaram e houve o destelhamento de inúmeras casas. Uma empresa na região também sofreu com a queda de telhados e pilares, demonstrando a capacidade destrutiva do tornado. As equipes de emergência e Defesa Civil agiram prontamente para avaliar os estragos, prestar assistência e iniciar os trabalhos de recuperação nos bairros afetados.

A escala Fujita e a classificação do tornado

A Escala Fujita, utilizada globalmente e no Brasil, serve como um parâmetro para classificar tornados com base na magnitude dos danos que eles provocam. Essa escala varia de F0, para tornados com ventos mais fracos e danos leves, até F5, que representa os tornados mais violentos e com potencial de destruição massiva. O tornado que atingiu São José dos Pinhais, classificado como F2, indica que os ventos foram fortes o suficiente para causar danos consideráveis, como o destelhamento de casas, derrubada de árvores de grande porte e até o tombamento de veículos leves. A precisão na classificação permite que meteorologistas e autoridades compreendam melhor a severidade do evento e prevejam o tipo de impacto que pode ser esperado, auxiliando na resposta e no planejamento de emergências futuras. A atuação do Simepar, ao fornecer essas informações, é crucial para a compreensão pública e para a tomada de decisões por parte dos órgãos de proteção civil.

O tornado que atingiu São José dos Pinhais no último sábado é um lembrete vívido da força imprevisível da natureza e da vulnerabilidade humana diante de eventos climáticos extremos. O relato angustiante de Stefany Cordeiro e os extensos danos materiais sublinham a necessidade de preparo e de sistemas de alerta eficazes. A rápida resposta das autoridades e a mobilização da comunidade são essenciais para mitigar os impactos e apoiar a recuperação das áreas afetadas, garantindo que as lições aprendidas sirvam para fortalecer a resiliência da população diante de desafios futuros impostos pelo clima.

FAQ

Onde ocorreu o tornado no Paraná?
O tornado atingiu principalmente o município de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, com maior concentração de danos no bairro Guatupê. Seu percurso começou em Piraquara.

Qual a intensidade do tornado que atingiu São José dos Pinhais?
O tornado foi classificado como F2 na Escala Fujita, com ventos que alcançaram aproximadamente 180 km/h.

Quantas pessoas e residências foram afetadas pelo tornado?
Segundo a Defesa Civil Estadual, 350 residências foram atingidas, impactando cerca de 1,2 mil pessoas. Duas pessoas ficaram levemente feridas.

O que é a Escala Fujita e como ela classifica os tornados?
A Escala Fujita é um sistema de classificação que mede a gravidade dos tornados com base nos danos que eles provocam. Ela varia de F0 (danos leves) a F5 (destruição maciça), onde a categoria aumenta conforme a intensidade da destruição.

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Fonte: https://g1.globo.com

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