O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, de 68 anos, teve um forte mal-estar na noite de quarta-feira e foi levado a um hospital em Brasília, onde permanece internado. Buzzi enfrenta problemas de saúde, com cinco stents e um marca-passo instalados no coração nos últimos cinco anos, o que demanda cuidados especiais, principalmente em momentos de grande tensão.
Licença médica e atualização sobre o estado de saúde
Por recomendação médica, o ministro Marco Buzzi ficará de licença médica por 10 dias, podendo ser prorrogada se necessário. Ele apresentou um atestado médico ao tribunal, sem detalhar seu conteúdo. De acordo com informações da TV Globo, não há previsão de alta e o ministro teria colocado um marca-passo recentemente.
Investigação por importunação sexual e sindicância aberta pelo STJ
Marco Buzzi está sendo investigado por importunação sexual, após acusação de uma jovem de 18 anos. O caso veio à tona após denúncia feita pela revista "Veja" e confirmada pelo g1 e TV Globo. Os ministros do STJ decidiram instaurar uma sindicância para apurar a conduta do ministro, com uma comissão composta pelos ministros Raul Araújo, Isabel Gallotti e Antônio Carlos Ferreira.
Detalhes da acusação e apuração em sigilo
A jovem acusou Marco Buzzi de importunação sexual, relatando que foi assediada no mar em Balneário Camboriú (SC). Segundo seu relato, o ministro a agarrou enquanto estavam na água, forçando contato físico. A família da jovem registrou a ocorrência na Polícia Civil de São Paulo, desencadeando uma investigação que corre em sigilo, com depoimentos sendo colhidos pela Corregedoria do CNJ.
Perfil de Marco Buzzi e posicionamento das partes envolvidas
Marco Aurélio Gastaldi Buzzi é ministro do STJ desde 2011, com especializações em Ciência Jurídica e Direito do Consumo. Em nota, o ministro negou as acusações, repudiando qualquer insinuação de conduta inadequada. A defesa da jovem e de sua família pede rigor na apuração e aguarda desfecho dos órgãos competentes. O CNJ salienta a importância do sigilo para preservar a vítima e evitar revitimização.
Fonte: https://g1.globo.com

