Flúvio Cosme Adão está sendo investigado pelo crime de estupro de vulnerável contra seis vítimas na Grande Curitiba, no Paraná. O Ministério Público do Paraná (MP-PR) está analisando se existem outras vítimas que ainda não denunciaram o suspeito. Flúvio ocupava o cargo de "regional" na Igreja Adventista do Sétimo Dia em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, e atuava no Clube de Desbravadores, um grupo voltado para o público infantojuvenil.
Detalhes da investigação
O promotor de Justiça Adolfo Vaz da Silva explicou que Flúvio tinha contato com várias crianças devido à sua função na igreja, o que lhe conferia uma certa autoridade. Ele era considerado alguém com poder, o que tornava as vítimas vulneráveis aos abusos. Flúvio Cosme Adão está detido desde outubro de 2025, acusado de estupro de vulnerável e atos libidinosos contra menores de idade. O processo corre em sigilo devido à idade das vítimas e, por isso, o MP obteve autorização para divulgar o nome do investigado, a fim de encorajar outras possíveis vítimas a se manifestarem.
Perfil do suspeito
O promotor destacou que Flúvio Cosme Adão atuava de forma recorrente na prática de abusos sexuais há mais de 10 anos. Ele é descrito como um predador sexual que busca crianças e oportunidades para cometer tais atos. Após a decretação de prisão preventiva, a igreja informou que o investigado não é mais membro desde fevereiro de 2022 e repudiou qualquer forma de violência ou abuso.
Apelo por denúncias
Devido à gravidade do caso, o Ministério Público solicitou a colaboração de pessoas que possam ter informações sobre Flúvio Cosme Adão ou que tenham sido vítimas de abuso por parte dele. As denúncias podem ser feitas à Delegacia de Polícia de Fazenda Rio Grande ou à 4ª Promotoria de Justiça do município. O sigilo e o anonimato do denunciante são garantidos. Os contatos para denúncias incluem o WhatsApp (41) 3627-2116, e-mail fazendariogrande.4prom@mppr.mp.br, ou presencialmente na Rua Inglaterra, 545, Bairro Nações, em Fazenda Rio Grande.
Posicionamento dos envolvidos
Até o momento, a defesa de Flúvio Cosme Adão não foi contatada. A igreja mencionada na investigação afirmou que colabora com as autoridades e reforçou que o suspeito não faz mais parte da instituição desde 2022. Em comunicado, a Igreja Adventista do Sétimo Dia repudiou qualquer tipo de violência ou abuso, manifestando solidariedade às vítimas e suas famílias.
Fonte: https://g1.globo.com
