O Bafo da Onça comemorou sete décadas de existência com um desfile especial durante o Carnaval em Santa Teresa, no Rio de Janeiro. Neste ano, o bloco marcou uma nova fase em sua história ao desfilar nas ladeiras do bairro, trazendo consigo uma bateria composta por mais de 100 ritmistas.
Parceria e Tradição
Além da mudança de local, uma das novidades foi a parceria estabelecida com o Cacique de Ramos, grupo que antes era considerado rival e agora é um aliado do Bafo da Onça. Fundado em 1956 no Catumbi por Sebastião Maria, conhecido como Tião Maria, o bloco se tornou um dos mais antigos em atividade no Rio de Janeiro, perdendo apenas para o Cordão da Bola Preta.
Retorno às Origens
Os integrantes do Bafo da Onça veem a mudança para Santa Teresa como um retorno às suas origens, trazendo uma atmosfera de alegria e renovação para o desfile. Segundo Rafa Manso, integrante do bloco, desfilar no bairro trouxe uma nova energia e significado para a celebração.
Destaque e Reconstrução
Durante o desfile de 70 anos, a Rainha do Bafo da Onça, Chelen Verlink, foi um dos destaques, acompanhando o bloco desde a adolescência. O evento também foi marcado por lembranças da reconstrução do bloco após um incêndio em 2020, onde instrumentos, fantasias e parte do acervo foram destruídos, levando à estreia de uma nova bateria e à parceria com o Cacique de Ramos.
União e Valorização
A parceria entre blocos tradicionais como o Bafo da Onça e o Cacique de Ramos fortalece o carnaval de rua e atrai mais público para as comemorações. A união é vista como uma forma de valorizar a tradição dos blocos e enriquecer a festividade carnavalesca na cidade.
Território de Festa
O desfile de 70 anos reafirma a importância do Bafo da Onça no circuito oficial do carnaval, consolidando sua vocação em ocupar o espaço público como um território de encontro, memória e celebração para os foliões. A festa continua viva e pronta para mais décadas de alegria e tradição.
