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O 10º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) de Piracicaba (SP) se tornou o segundo mais letal do estado de São Paulo em 2025, após registrar um aumento significativo de 263% nas mortes por intervenção policial. Em 2024, o batalhão registrou 11 mortes, número que saltou para 40 em 2025, representando um crescimento de 3,6 vezes. Esses dados colocam o Baep atrás apenas da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), da capital paulista, que contabilizou 67 mortes no ano passado.

Análise dos dados

Os números alarmantes foram divulgados pelo Grupo de Atuação Especial da Segurança Pública (Gaesp), do Ministério Público de São Paulo, responsável pelo controle externo da atividade policial. O especialista em segurança pública Rafael Rocha, do Instituto Sou da Paz, classificou o crescimento como "totalmente fora da normalidade".

Possíveis causas do aumento

Rocha aponta que o aumento das mortes não pode ser atribuído a um único fator, mas sim a uma combinação de elementos estruturais, políticos e operacionais. Entre os possíveis motivos estão o uso inadequado do Baep, mudanças no comando, e o enfraquecimento da política de câmeras corporais. O especialista ressaltou que, embora haja conflitos entre grupos criminosos na região, isso por si só não justifica o aumento expressivo das mortes.

Natureza e uso do Baep

O Baep foi criado em 2013 para combater crimes de alta complexidade, com foco inicial no enfrentamento ao "novo cangaço", praticado por grupos fortemente armados especializados em roubos a bancos. Atualmente, a unidade tem sido empregada em atividades de policiamento comum e operações em bairros periféricos, o que, segundo Rocha, não condiz com a sua natureza original.

Ausência de câmeras corporais

A falta de câmeras corporais na região de Piracicaba é apontada como um fator que pode contribuir para o aumento da letalidade. A ausência desses equipamentos dificulta a supervisão das ações policiais e a revisão dos protocolos operacionais. O especialista Rafael Rocha defende que, além de gravar as ações, é fundamental revisar as imagens, os protocolos e promover treinamentos quando necessário. A Secretaria de Segurança Pública informou que está trabalhando para aperfeiçoar o trabalho policial e reduzir a letalidade, incluindo revisão de protocolos, capacitação de agentes e uso de tecnologia.

Padrão nas mortes por intervenção policial

O Ministério Público de São Paulo apontou a existência de um padrão nas mortes por intervenção policial em Piracicaba e no estado. Entre os problemas identificados estão a demora na comunicação das ocorrências.

Fonte: https://g1.globo.com

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