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No cemitério São Miguel, na Cidade de Goiás, um túmulo tem chamado a atenção por exibir uma suástica, símbolo do nazismo, ao lado da data de morte, 1936, em pleno governo de Hitler na Alemanha. Este achado curioso motivou a pesquisa de um historiador da Universidade Federal de Goiás (UFG), que buscou entender a história por trás desse estrangeiro e o significado do símbolo polêmico.

A história de João Jessl

O túmulo com a suástica pertence a Johann Jessl, um austríaco que se mudou para o Brasil em 1925, aos 22 anos, em busca de melhores condições de vida. Ele se estabeleceu na Cidade de Goiás a partir de 1928, onde trabalhou como eletricista na primeira concessionária de energia elétrica. A pesquisa revela detalhes sobre a vida e a morte de Jessl, incluindo a perda de membros da família na Europa e seu estado civil misterioso.

A profissão e a importância de Jessl

Jessl era conhecido como eletricista, engenheiro eletricista ou mecânico, e desempenhava um papel estratégico na concessionária de energia elétrica em Goiás. Sua habilidade com o idioma alemão foi um diferencial em um ambiente onde materiais e manuais eram importados da Alemanha. O pesquisador destaca a especialização de Jessl e sua possível recomendação por empresas do setor.

A suástica e o nazismo

Apesar de se identificar como nazista, Jessl não estava diretamente ligado aos propósitos do partido na Alemanha nazista. O pesquisador ressalta que, na época, a identificação com o nazismo não era condenada pela sociedade local. Além disso, o símbolo da suástica ainda não tinha a carga negativa que adquiriu posteriormente. A pesquisa busca desvendar o significado da presença desse símbolo controverso no túmulo de Jessl.

Fonte: https://g1.globo.com