O julgamento do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes teve início no Supremo Tribunal Federal, em Brasília, oito anos após o crime, prometendo encerrar um dos capítulos mais dolorosos da política brasileira.
Os réus e as acusações
No banco dos réus estão os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, acusados da execução, o ex-chefe da Polícia Civil fluminense Rivaldo Barbosa, acusado de planejar o crime, o ex-major da PM do Rio Ronald Paulo Alves, apontado como acompanhante de Marielle, e os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão, apontados como mandantes, juntamente com o assessor Robson Fonseca.
As sustentações orais das defesas
No início do julgamento, a Procuradoria-Geral da República pediu a condenação de todos os réus. Em seguida, os advogados de defesa apresentaram seus argumentos, contestando as acusações e pedindo a absolvição de seus clientes.
Ataques à delação de Ronnie Lessa
O advogado de Chiquinho Brazão questionou a credibilidade da delação de Ronnie Lessa, alegando que o ex-policial militar teria um histórico criminoso e que suas informações não são confiáveis.
Negativa de autoria e incoerências
Os advogados de Ronald Pereira e Rivaldo Barbosa negaram as acusações e apontaram incoerências nas acusações, pedindo a absolvição de seus clientes com base na falta de provas concretas.
Argumentos adicionais e pedidos de nulidade
Outras defesas, como a de Domingos Brazão e Robson Fonseca, questionaram a veracidade dos relatos e solicitaram a declaração de nulidade da denúncia, apontando incompatibilidades e problemas processuais.
Próximos passos
A sessão foi encerrada após as sustentações orais das defesas. O julgamento será retomado com o voto do relator, o ministro Alexandre de Moraes, nesta quarta-feira, sob a presidência do ministro Flávio Dino.
