A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o assassinato de Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, morta em uma propriedade rural, na região do Rio Verde, em Bauru (SP). O casal de caseiros Paulo Henrique Vieira, de 55 anos, e Daniela dos Santos Vieira, de 40, foi indiciado por latrocínio e ocultação de cadáver. A prisão dos dois foi convertida em preventiva, e eles permanecem detidos até o julgamento.
Desaparecimento e prisão do casal
O caso começou a ser investigado após o desaparecimento de Dagmar, vista pela última vez em 19 de dezembro de 2025. Em 24 de dezembro, o casal de caseiros foi preso, confessando informalmente envolvimento no crime e indicando que o corpo teria sido jogado em um poço desativado na propriedade.
Buscas e descoberta do corpo
As buscas pelo corpo começaram em 30 de dezembro e se estenderam por 23 dias, mobilizando equipes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Civil e da prefeitura. Mais de 30 metros de escavações foram necessários até encontrar o corpo de Dagmar dentro de um poço desativado no sítio.
Perícia e investigação
A perícia do Instituto Médico Legal identificou uma lesão no crânio da vítima compatível com agressão. Não foram encontrados vestígios de terra nas vias respiratórias, indicando que Dagmar foi morta antes de ser jogada no poço. Transações bancárias suspeitas entre os envolvidos foram identificadas.
Desdobramentos e conclusão do inquérito
Nos depoimentos, o casal tentou atribuir o crime ao filho, um adolescente de 14 anos, mas a versão foi contestada. Com a conclusão do inquérito, o caso foi encaminhado ao Ministério Público para análise de denúncia à Justiça. O jovem está sob acompanhamento em um abrigo e ainda deverá prestar depoimento.
Com a prisão preventiva do casal de caseiros, a justiça busca esclarecer os detalhes do crime que resultou na morte de Dagmar Grimm Streger, enquanto a comunidade local busca por respostas sobre o trágico acontecimento na região de Bauru.
Fonte: https://g1.globo.com
