O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reconheceu a situação de emergência no município de Porteirinha, localizado no norte de Minas Gerais. O motivo do reconhecimento foi o risco iminente de rompimento da Barragem das Lajes, causado pelas intensas chuvas na região. A portaria que formalizou o estado de emergência foi publicada em uma edição extra do Diário Oficial da União no domingo (1º).
Risco de rompimento e evacuação
Segundo informações do Ministério, a barragem, situada na zona rural de Porteirinha, apresentou um perigo iminente de rompimento. Diante disso, a Defesa Civil local emitiu dois alertas extremos à população, recomendando evacuação imediata para áreas de segurança. A prefeitura também publicou nas redes sociais orientações para os moradores, salientando a importância de evitar margens de rios, barragens e áreas alagadas.
Alertas e declarações do prefeito
A prefeitura de Porteirinha divulgou que a barragem já apresentava um rompimento parcial, comprometendo mais de 90% da estrutura do sangradouro. Em uma transmissão ao vivo nas redes sociais, o prefeito Silvanei Batista alertou sobre o volume de água sem precedentes desde a construção da barragem. Ele reforçou que ainda havia risco de rompimento total, o que representaria um perigo significativo para os residentes locais.
Monitoramento e ação federal
A situação em Porteirinha continua sendo monitorada pelo Grupo Federal de Segurança de Barragens, composto por órgãos como a Defesa Civil Nacional e agências fiscalizadoras. A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, enviou técnicos para avaliar a condição da barragem e prestar apoio técnico, ressaltando que a gestão e manutenção são de responsabilidade do município.
Impacto e ações de evacuação
A região enfrentou a maior enchente dos últimos 40 anos, com mais de 120 milímetros de chuva em quatro horas, superando a média histórica. A estrutura da Barragem das Lajes, construída em 1983 e com 11 hectares, apresentou sérios riscos de rompimento total. Cerca de 800 pessoas corriam o risco de serem desalojadas, com destaque para as comunidades de Lajes, Barreiro, Barroca e o distrito de Serra Branca. Até o momento, 114 indivíduos foram evacuados, sendo 13 abrigados e o restante acolhido por familiares.
