© Lula Marques/ Agência Braasil.
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Durante seu depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a ex-secretária Aline Barbara Mota de Sá Cabral, que trabalhava para o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", revelou que tinha acesso ao cofre da empresa e que repassava dinheiro ao motorista para pagamentos de insumos sob orientação do chefe. No entanto, não soube precisar a quantia exata de dinheiro guardada no cofre.

Depoimento na CPMI do INSS

Aline Cabral prestou seu depoimento como testemunha nesta segunda-feira (2) na CPMI do INSS. Durante o depoimento, ela afirmou não ter conhecimento sobre a origem dos recursos movimentados por Antunes, que se apresentou a ela como um "empresário de sucesso" quando a contratou. Além disso, a ex-secretária afirmou não ter acesso a contas bancárias e não realizava pagamentos.

Investigação do Careca do INSS

O "Careca do INSS" é investigado por suspeita de envolvimento em um esquema de fraudes no INSS, com descontos indevidos em aposentadorias. Aline Cabral também mencionou que o empresário era proprietário de carros de luxo, como Porsche e Mercedes, mas negou ter feito anotações relacionando porcentagens a agentes públicos.

Direito ao silêncio e novas informações

Inicialmente, Aline Cabral teve habeas corpus concedido para garantir seu direito ao silêncio, porém optou por responder algumas perguntas dos parlamentares. Durante o depoimento, a ex-secretária ainda negou ter comprado passagens ou repassado recursos para Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, filho do ex-presidente Lula. Aline também negou participar de decisões estratégicas sobre a destinação de recursos.

Próximos depoimentos na CPMI

Além do depoimento de Aline Cabral, a CPMI tinha programado ouvir o advogado Cecílio Galvão nesta segunda-feira. No entanto, a comissão manteve a condução coercitiva e o depoimento foi remarcado para a próxima quinta-feira. Galvão será questionado sobre supostos contratos milionários com associações investigadas por desvios de benefícios.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br