O cenário político de Japeri, na Baixada Fluminense, foi abalado pela notícia da condenação de Rogério Gomes Castro, conhecido como Rogerinho da RR (PSD), atual presidente da Câmara de Vereadores. A decisão judicial, proferida nesta terça-feira, considerou o parlamentar culpado pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e uso de documento falso, crimes que levaram à sua prisão em flagrante no início do ano. A sentença estabelece uma pena de cinco anos de reclusão, a ser cumprida em regime semiaberto, com a particularidade de que o vereador terá o direito de recorrer da decisão em liberdade.
A Sentença e o Regime de Cumprimento
A penalidade imposta pela Justiça é de cinco anos de prisão, com regime inicial semiaberto, conforme determinado pela 2ª Vara da Comarca de Japeri. O juiz Leopoldo Heitor de Andrade Mendes Júnior, responsável pelo caso, fundamentou a concessão do direito de recorrer em liberdade na conduta de Rogério Castro durante o processo. Ele destacou que o réu respondeu à ação penal sem qualquer notícia de descumprimento das medidas cautelares previamente impostas, o que garantiu a manutenção de sua liberdade até o trânsito em julgado da decisão.
O Flagrante que Originou o Processo
Os eventos que culminaram na condenação de Rogerinho da RR tiveram início em 2024, quando ele foi detido em flagrante por agentes do programa Segurança Presente. A abordagem ocorreu na Estrada Ary Schiavo (RJ-125), uma via de acesso a Japeri. Durante a fiscalização do veículo em que o vereador se encontrava, os policiais localizaram itens que embasaram as acusações: uma pistola de calibre restrito, um rádio comunicador e um giroflex, artefatos que não são permitidos para uso civil sem a devida autorização e documentação.
A Posição do Vereador e os Próximos Passos Legais
Em resposta à condenação, o vereador Rogério Castro emitiu uma nota afirmando que recebeu a decisão com serenidade. Em seu comunicado, ele salientou que a sentença reconheceu a aplicação da pena no patamar mínimo, o que, para ele, é um ponto relevante. O presidente da Câmara também fez questão de esclarecer que uma eventual perda de seu mandato eletivo só poderá ocorrer após o trânsito em julgado da ação penal, ou seja, quando todos os recursos cabíveis forem esgotados e a decisão se tornar definitiva. Seguindo essa prerrogativa, Castro confirmou sua intenção de recorrer da sentença, buscando reverter a condenação nas instâncias superiores da Justiça.
Com o anúncio do recurso, o caso de Rogério Castro entrará em uma nova fase, onde a defesa buscará contestar a decisão e as provas apresentadas. A expectativa é de que o processo se estenda, mantendo a atenção sobre os desdobramentos jurídicos e seus impactos na política local de Japeri.
Fonte: https://g1.globo.com
