Na manhã de terça-feira, 5 de outubro, o deputado estadual Thiago Rangel, do partido Avante, foi preso durante a quarta fase da Operação Unha e Carne, realizada pela Polícia Federal no Rio de Janeiro. Esta operação visa desmantelar uma alegada organização criminosa que estaria envolvida em fraudes relacionadas à compra de materiais e serviços, incluindo reformas na Secretaria de Educação do Estado.
Desdobramentos da Operação Unha e Carne
A ação da Polícia Federal abrangeu diversas cidades, incluindo Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana, com a execução de sete mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram emitidas pelo Supremo Tribunal Federal.
Possíveis Crimes e Respostas dos Envolvidos
Além da acusação de organização criminosa, os investigados podem enfrentar charges por peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro, conforme informações divulgadas pela PF. O gabinete de Thiago Rangel anunciou que emitirá um comunicado sobre sua situação ainda nesta terça-feira. Veja também: Entenda o que é parlamentarismo de gabinete e sua importância.
Posicionamento da Secretaria de Educação
Em resposta à situação, a Secretaria Estadual de Educação está revisando todos os processos administrativos relacionados a obras de manutenção e reparo nas escolas estaduais. A secretaria implementou um novo limite financeiro de R$ 130 mil para intervenções menores, seguindo as diretrizes da Lei de Licitações 14.133. Qualquer projeto que exceda esse valor será classificado como de maior porte e será gerido pela Empresa de Obras Públicas (Emop-RJ).
Colaboração com Órgãos de Controle
A Secretaria de Educação também relatou que está colaborando ativamente com o Ministério Público Estadual, o Tribunal de Contas do Estado e outros órgãos de controle, reforçando seu compromisso com a transparência e a legalidade nos processos administrativos.
